sweet cake

Lá vou eu falar sobre mais restaurante de comidinhas. Parece que a nossa nuvem de categorias aqui ao lado realmente vai ser dominada por esse assunto. A nova avaliação que faço é sobre o Sweet Cake. Depois de várias visitas, resolvi compartilhar esse lugarzinho, na 412 sul, com vocês.

vitrine

O lugar é novo e tem um ótimo aspecto de limpeza. Quase todo em branco, com vários espelhos para dar uma sensação de espaço mais amplo. A casa conta com dois balcões: um de salgados logo na entrada e outro de doces ao fundo. Além da boa impressão do espaço físico, os funcionários estão sempre sorridentes e simpáticos (algo que faz toda diferença).

O grande hit desse lugar, na minha concepção, apesar de se chamar Sweet Cake, é a religiosa* de camarão. A massa estava ótima e o recheio, nó**, é uma abundância de camarões grandes, com um molho que acredito ter um pouquinho (bem pouco) de dendê, lembrando um bobó. Olha, este é, definitivamente, meu salgado favorito na cidade. Na verdade, este é meu salgado favorito, ponto.

religiosa

Para a sobremesa não pude resistir: pedi um sweet cake de morangos com marshmallow. Um bolo branco, com camadas de creme com morangos, recoberto com  marshmallow e morangos – simplesmente divino!

bolo

O custo benefício é ótimo. Hoje, dia 11 de novembro, a religiosa custou R$ 6,50 e o mini-bolo R$ 10,00. Ou seja, um lanche que não sai tão caro, principalmente pelo que proporciona!

Então, seja você amante dos doces ou dos salgados, não perca essa grande experiência gastronômica: Sweet Cake.

*N.A.: Para que fique bem claro, a religiosa é um salgado que lembra uma esfirra fechada. Então, se qualquer pessoa disser que comeu uma religiosa, não leve pro mau caminho sem que você receba maiores informações do que se passou realmente.

**Nó: minereis. Diminutivo para Nossa Senhora Aparecida – interjeição de espanto ou apreciação.

cornhills

Outro dia eu estava passando tempo na Livraria Cultura (programa que eu adoro fazer, aliás) e me deparei com um livro de auto-ajuda, perdido na seção de gastronomia. O livro se chamava “Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas”. Ao ver esse título tão direto, achei que era um recado do “Universo” (parece que agora o Universo tá na moda, né?) pra mim e resolvi pegar pra folhear. Acabei comprando. A proposta do livro é muito simples e interessante. Basicamente, ele diz que reclamar de tudo (do trânsito, do clima, dos políticos, da vida como um todo) não é saudável, pois nos impede de curtir as coisas boas da vida. Após essa constatação, o autor nos propõe um desafio: que tal passar 21 consecutivos dias sem reclamar ou falar mal de alguém? Segundo ele, se conseguirmos passar os 21 dias sem reclamações, nós perderemos em grande parte esse hábito e passaremos a reclamar somente do que realmente é digno de uma reclamação. Seu método é simples: coloque uma pulseira no braço. Toda vez que você reclamar, troque ela de braço. Seu desafio é passar 21 dias sem trocá-la de braço.

Queridos leitores, comecei o desafio há um mês e, hoje, completo 3 dias sem trocar a pulseira de braço! Acho que dessa vez conseguirei meus 21 dias (wish me luck!)…

Pois bem, dito isto, começo minha resenha sobre o Cornhills Coffee, uma simpática casa de american/british breakfast, localizada na comercial da 202 sul. Sua proposta é servir cafés elaborados e chás ingleses de alto nível, como não se encontra na cidade. Há, também, várias opções de cafés da manhã americanos, com ovos mexidos, bacon crocante, pancakes com maple syrup, suco de laranja, frutas grelhadas…

 

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Foto do prato, retirada de um site. O verdadeiro é diferente...

 

 

A proposta é muito boa! Mas lembremos que propostas sozinhas não dão resultados.

Sábado convidei amigos para conhecer o café e… Bem, como estou proibido de reclamar, vou apenas relatar os fatos. Tirem vocês suas conclusões. Aí vai:

- ao chegarmos, percebemos que havia um aniversário acontecendo, a casa estava cheia;

- um garçom nos informou que não tinha mesas disponíveis, apesar de haver duas mesas reservadas (eram 21h30);

- outro garçom nos deixou sentar à mesa e depois discutiu com o primeiro garçom;

- nossa mesa ficava no escuro, ao relento… A mesa da reserva-que-nunca-chegou tinha uma vela acesa… A nossa não;

- pedimos os pratos maravilhosos do cardápio, uns combos que tinham cafés/chás, sucos, e o breakfast (com ovos, bacon crocante, pancakes com maple syrup e frutas grelhadas), no momento do pedido pedimos que os cafés/chás viessem primeiro;

- o garçom voltou após uns 15 minutos e confirmou se queríamos que os cafés/chás viessem primeiro, e nós concordamos;

- os sucos chegaram primeiro;

- depois chegaram os cafés/chás;

- ficamos degustando nossos sucos com cafés/chás, sem comida alguma (alguns tentaram ver se era bom ficar revesando o café e o suco, tomando um gole de cada vez, o que não é recomendado);

- chegaram os pratos e dois vieram incompletos (sem os ovos);

- os bacons não eram crocantes, pois eram só gordura crua (no escuro, teve quem os confundisse com as bananas grelhadas):

- uma amiga que fez seu pedido depois, o recebeu perfeitamente, mas sem os talheres, que só chegaram uns 10 minutos depois, após muita insistência com os garçons;

- outra amiga que chegou depois pediu o cardápio, que nunca chegou;

- eu e essa amiga nos levantamos e fomos até o balcão; escolhemos um brownie e pedimos que levassem à mesa… ele nunca chegou.

Bem, gente, esses são os fatos. Tirem suas conclusões. As pancakes são gostosinhas até, mas não se arrisquem a sentar e pedir, pois não vale a pena. Se for o caso, peça pra viagem e saia o mais rápido da casa.

Por fim, quero protestar contra os empresários do ramo gastronômico de Brasília, que investem horrores na estrutura física de seus restaurantes e nada em treinamento de seus funcionários. É um absurdo! (ai, acho que terei de trocar a pulseirinha de braço…)

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Na 506 sul, ali perto daquela praça onde queimaram um índio há alguns anos atrás, está localizado um dos bares mais famosos da cidade – ou seria da capital? – acompanhado da fama de melhor chopp, eleito pela Veja Brasília há não sei quantos anos consecutivos. (Ps. Não leio a Veja)

 

Foi numa dessas noites sem chuva que acabamos marcando de nos encontrar por lá e foi consideravelmente mais fácil encontar um lugar bacana para deixar o carro que encontrar um lugar legal para sentar: bar lotado, todos – como nós - atrás de um bom chopp.

 

Bar perfeito para se discutir – filosoficamente – sobre os porquês e o sentido da vida. Ou então para reclamar do chefe, das contas e de todas essas responsabilidades da vida adulta: tipicamente um bar de gente mais velha.

 

E como após os quarenta passamos a ser mais criteriosos, o local é todo cheio de um estilo clássico, contido e sério. Sem luzes piscantes e coloridas em neon, bebidinhas high-tech com fumacinha azul ou garçons vestidos de anjo-mensageiro-do-amor-e-carteiro-do-correio-elegante. Resumindo: bar pra tomar uma dose de uísque caro saboreando um charuto cubano. Mas é o chopp que corre solto pelas mesas. Deve ser por conta da lei anti-fumo.

 

A decoração do local é feito quase que todo de coisas de museu: um armário de farmácia da década de-muito-tempo-atrás, algumas coisas do antigo prédio do Banco do Brasil, outras coisinhas da Caixa Econômica. Falta me a memória para descrever precisamente, mas lembro que tudo vinha de outros estados e eram todas coisas de “Era uma vez, há muito tempo atrás”. E tudo ficou incrivelmente gracioso e aconchegante no bar.

 

Sentamos na parte interna do bar e logo percebemos que somos – visivelmente e de forma constrastante – a mesa mais jovem do bar naquela noite. O garçom nos olha meio desconfiados, com uma cara de “será que eles têm dinheiro pra pagar?”. Havia muito tempo que não me sentia desacreditada desse tanto. Lembrei os tempos da  faculdade.

 

Logo pedimos ao garçom:

- Um chopp!

- Pra mim também!

- Três!

Então, o garçom olha na direção do quarto elemento e pergunta:

- Chopp?

- Não, obrigado. Quero um suco de laranja.

Nunca tinha visto um olhar de desaprovação tão forte como nesta noite. Logo que o garçom se afasta, desando a dizer:

- Putz, Gustavo! A gente tá aqui tentando botar moral no garçom e você pede suco de laranja??? Ah não!! Assim você acaba com a gente! Ele vai achar que você é menor de idade!! Agora estamos sem moral, viu como ele te olhou??

 

E assim continuamos bebendo e petiscando pelo resto da noite. E realmente o chopp de lá é deliciosamente bom.

(Ps2. o tamanho da foto tá bom? =p)

 

 

Valentina

Confesso ser um grande fã da grande metrópole brasileira: São Paulo. Vez ou outra me pego sentindo saudades da grande diversidade cultural e gastronômica que aquela cidade oferece. Não, não sou um chato que adora São Paulo e menospreza Brasília. Gosto muito de Brasília e acho um lugar muito agradável para se morar. Porém, apesar de estar contente com a crescente melhora da oferta brasiliense, ainda não podemos competir com a presteza e o dinamismo que observamos na capital paulistana.

Nesse final de semana tive o prazer de ir mais uma vez à casa de pizza Valentina Pizzaria, na 214 norte, lugar que me faz sentir um gostinho de São Paulo, desde o atendimento eficiente até o sabor da pizza.

A casa tem um ambiente interno e outro externo – com um importantíssimo detalhe para pessoas que não gostam de cigarros: o ambiente externo está dividido entre ambiente fumante e não-fumante, deixando ambos os tipos de pessoas mais à vontade. A decoração do restaurante foi muito bem pensada. Podemos acompanhar, atrás de um grande balcão, a elaboração das pizzas. No salão interno da casa podemos ver ainda uma adega climatizada que traz um charme ao ambiente, além de assegurar a boa temperatura dos vinhos.

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O atendimento foi bem eficiente. Assim que nos sentamos nos foi entregue o cardápio, juntamente com a carta de vinhos – um ponto positivo, pois, geralmente, temos que pedir aos garçons pela carta de vinhos. Eu sempre gosto de olhar os vinhos oferecidos pela casa, preços, mesmo que eu não vá tomar no dia, para que eu possa saber se o local apresenta uma boa diversidade e preços razoáveis para se apreciar uma taça ou outra de vez em quando.

Depois de escolhida, a pizza chegou a nossa mesa em menos de 15 minutos! Considero um recorde na história das pizzarias brasiliense. Mais rápido que isso só nas pizzarias Molho de Tomate e Dom Bosco, onde as pizzas ficam prontas na vitrine.

Forno Lenha

Fizemos um pedido bastante comum, mesmo que a oferta de pizzas fosse bastante diversificada: a pizza pedida era metade calabresa tradicional (que não tinha queijo) e metade portuguesa. O sabor da pizza era sublime! A abundância dos ingredientes, muito bem selecionados, juntamente com o bom azeite disponível na mesa, trouxe uma ótima combinação.

A relação custo-benefício foi boa. Mesmo que o preço da pizza não seja dos mais baratos (a conta deu quase 40 reais pra duas pessoas, sem bebida alcoólica), o serviço, o ambiente e o delicioso sabor da pizza fazem da Valentina Pizzaria classificar-se para DELICIEM-SE com louvor. Nada como um bom atendimento!

AVISO: caros leitores, não se assustem com o ódio reprimido que perceberão nessas linhas. Seu destinatário é o Pedro Felipe, não vocês…

Atendendo a um pedido encarecido de meu “amigo”, Pedro Felipe (AKA Pedroka), fui ao seu aniversário na creperia Tio Gu Café, que fica localizada na comercial da 413 Sul.

tiogucafé

Bem, o que posso dizer?

Vamos começar pelo nome? “Tio Gu Café Creperia”. É um nome curioso, pois é ao mesmo tempo uma creperia e um Café. Tirando o fato que é só uma creperia. Claro, tem café pra servir, mas não acho que ser um Café se dá apenas pelo fato de ter café no cardápio, não é gente?

Pesquisei no google e achei o blog deles, mas não encontrei o motivo do nome. Acho que a explicação é simples: os donos se auto-intitulam de Café por acreditarem que são, sim, um Café. Bem, eu que não vou discutir com eles. Afinal, não acho que exista uma avaliação criteriosa do que pode ou não ser considerado um Café, não é mesmo? No fim das contas é uma boa desculpa pra puxar assunto com o vizinho no elevador (“Qual sua opinião? o ‘Tio Gu Café Creperia’ é café ou creperia?”).

Bem, quanto à outra parte do nome, não há dúvidas: é efetivamente uma creperia. E muito competente, por sinal. Há uma grande variedade de crepes, cujos nomes remetem a praias brasileiras. Segundo seu site, são mais de 40 variedades e, se quiser, poderá aprender a preparar seu crepe com a equipe. Isso vocês vão ter de ver na prática, pois eu não pedi…

O ambiente é uma atração por si só. Há um surfista prateado pendurado no teto e umas obras de arte psicodélicas nas paredes. Na verdade, mais lembra um bar praiano… Só que é creperia (e café). E os garçons seguem a estilo “paz e amor” praiano. São simpáticos e relax.

Eu comi um crepe de calabreza com queijo. Gostei bastante. Só que preciso ainda abrir minha mente ao mundo dos crepes. Na verdade, acho que eles (os crepes em geral) são muito simples para custarem tanto. Meu colega de “emgula”, Gabriel, comeu um de camarão e vou deixá-lo falar pra vocês o que achou. Fique tranqulo, se você gostar de crepes, a casa será um prato cheio. É uma ótima alternativa à panelinha Crepe au Chocolat e C’est si bon.

Crepe doce

Outra coisa, fiquei com água na boca com os crepes doces. Tenho de voltar para provar!

 

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E durante uma das muitas e intermináveis discussões filosóficas – com algumas agressões gratuitas à minha pessoa por parte de um sujeito que não convém citar (ou falar sobre) por agora- que se iniciam pela manhã no gmail e se estendem por horas e horas até terminar tudo virando um samba do afrodescendente portador de sequestros neurais compulsivos, surgiu o pretexto de “acertar detalhes da viagem” para nos encontrarmos pessoalmente num final de noite de uma sexta feira qualquer.

 

Sexta, 22:30h, no Barça.

 

E era ainda 22h quando estava eu assim, daquele jeito, esparramada e cheia de preguiça, sentindo cada um de todos os anos de vida que me pertencem, enquanto zarpeava pelos canais de televisão, decidida a passar uma noite de sexta digna de alguém que trabalha arduamente todos os dias úteis da semana. Foi quando o celular tocou.

 - Mi?

- Oi

- Bora?

- Tenho preguiça..

- Levanta, 1, 2!

 

Fácil assim me convencer. E justo na sexta do Globo Repórter sobre adoção! Troco de roupa com toda a minha preguiça e saio de casa para ser a primeira a chegar no bar. Um se distraiu comprando flores, outra sai atrasada de casa, outro tava junto com o que perdeu as horas distraído com as flores, outro tava junto com a que saiu atrasada de casa e outra – de novo! – num blind date.

 

Peço uma mesa para seis ao garçom e sou prontamente atendida. Ambiente agradável, cheio de estilo em seus cantos e recantos: quadros, pinturas, bandeiras, entre tantos outros detalhes a serem percebidos ao longo das demais visitas ao local. Bem frequentado, naquela quantidade de pessoas que é suficiente para encher o local sem torná-lo desagradável e intransitável. Já que bar vazio é um tanto quanto deprimente e acabo me sentindo quase que encenando Amy em sua decadência e falta de senso.

Música ambiente naquele volume alto o suficiente para que você consiga identificar a música- quem sabe até cantar junto -, mas que ainda lhe permite conversar com as pessoas sem ser aos gritos e utilizando técnicas de mímica.

Dentro dos padrões brasilienses, o atendimento se destaca pela educação, rapidez e prontidão. E do cardápio experimentamos algumas coisinhas quentes e outras tantas frias. Tudo MUITO bem preparado e acompanhado de molhos deliciosos. Carpaccio divino, bem temperadinho. Croquete de frango perfeito, tanto quanto o de queijo – apesar de algumas divergências no grupo. Sobremesa de mousse de chocolate espetacular. Só não recomendo a porção de azeitonas recheadas – excessivamente salgadas.

 

Quanto às bebidinhas, fiquei só na coca por – além da preguiça – estar dirigindo. Mas “petisquei” alguns goles de vinho branco, espumante e sangria nas taças dos outros. Taças lindas, leia-se.

 

Por fim, apenas o preço não tão acessível que nos faz deixar assim – fácil-fácil – algo em torno de quarenta reais por três horas de consumação, o que se dirá nos dias em que se quer perder a noção do tempo numa mesa de bar petiscando e bebendo até o apagar das luzes – seja do bar ou da sua consciência. Enfim, lugarzinho estilo gigolô: bonitinho, divertidinho, mas custa caro sustentar.

Por tudo isso só o chamo de Barcelona. Falta me recursos financeiros e coragem para ser íntima a ponto de chamá-lo de “Barça”.

Quando pequeno eu adorava o fim de semana. Nossa, depois de uma semana cansativa de escola e… bem, apenas escola (com seus desenhos e brincadeiras no parquinho) eu precisava de um tempo só para mim!

Pois bem, eu tinha uma rotina bem preparada. Gostava de acordar bem cedo e começar minha bateria de programas de fim de semana, na TV. Era a seqüência Telecurso 2000, “Globo Rural” e “Pequenas Empresas Grandes Negócios” – adorava a apresentadora desse último, ela era muito bacana! Em determinada época, eu assistia até o “Pesca e Companhia” e o “Siga bem, Caminhoneiro”. E após isso, era uma maratona de desenhos. Era “Get Along Gang”, “Punky, a levada da breca!” e “Muppet Babies”. Mais tarde um pouco, minha família ia pro clube ou pro Parque da Cidade. Tinha almoço fora, tinha Shopping…

As noites de domingo eram sempre reservadas pra Igreja. Me lembro que não gostava de ir… Preferia ficar em casa, fazendo nada, ou vendo TV (ou seja, fazendo nada!). Mas minha mãe nunca deixou que minhas súplicas me impedissem de ir ao culto. Na verdade, acho que eu nem pedia pra não ir. Era mais uma questão pessoal, mesmo, que eu não compartilhava com os outros.

O fato é que, após o culto, o fim de semana tinha acabado! E os dias voltariam ao normal – o que não era nada ruim, pra uma criança de 6 ou 7 anos, pra falar a verdade. Mas ir pra casa depois do culto, me deixava meio melancólico. Eu não gostava da sensação de o tempo estar passando, e era isso mesmo que as últimas horas do domingo representavam pra mim. Domingo é um dia diferente… One of a kind!

E a salvação pras últimas horas do meu fim de semana era quando meu pai perguntava pro resto da prole: Que tal passarmos no Bruno’s?

É nessa situação que apresento a vocês nosso novo restaurante “Deliciem-se!”: Bruno’s Pizza!

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O Bruno’s Pizza (ou simplesmente Bruno’s, para os íntimos) é uma pizzaria situada na comercial entre a Octogonal 4 e 5. Está no mesmo lugar há mais de 20 anos. Alguns garçons trabalham lá desde o início. É um local normal, como outro qualquer: bem família, conhecido e freqüentado pelos moradores das Octogonais.

A decoração da casa é simples, mas tem um diferencial que é irresistível pras crianças: o balcão em que a pizza é preparada fica atrás de um painel de vidro, estando sempre à vista dos clientes. Podemos ver o pizzaiolo abrindo a massa e preparando a pizza, com todos os seus ingredientes. É um momento mágico pra quem vê…

Mas, o que diferencia uma pizzaria, dentre tantas que existem na cidade?

Pra falar a verdade, não há nada de especial, além do fato de a pizza ser muito gostosa! Eu adoro a pizza de lá, com seus recheios generosos.

O cardápio é muito variado, mas eu sou fiel a poucos sabores: calabresa, portuguesa e veneto (esta última, com lombinho e catupiry). Ah, e a sobremesa é a de banana, sempre.

Nos 18 anos em que freqüento essa pizzaria, nunca me decepcionei. Nem uma vez.

Os seus saborosos pedaços de pizza sempre me confortaram para enfrentar mais uma semana!

Domingo é dia de almoçar com a família ou com os amigos, não é? Também é comum que seja um dia mais descontraído, em que não queiramos nos preocupar tanto com o que vamos vestir. E penso que combina mais com uma cerveja ou refrigerante, do que com um vinho francês (estou preparado pras críticas).

Pois bem, quero indicar um lugar ótimo pro almoço de domingo: o Gibão, do Parque da Cidade, uma casa especializada em pratos nordestinos. Ela fica localizada próximo ao Centro Hípico do Parque. Lá encontramos uma variedade pequena, mas satisfatoria, de pratos nordestinos.

Primeiramente não posso deixar de falar sobre o queijo coalho assado na brasa. É muito gostoso. Eu sempre peço como petisco para comer enquanto a comida é preparada. Mas carro chefe da casa é mesmo a carne de sol, feita na churrasqueira. O prato de carne de sol (que eles dizem servir duas pessoas, mas que já alimentou quatro da minha família) vem acompanhado de arroz, feijão de corda, paçoca de carne, vinagrete, cheiro verde cortadinho e mandioca (pode ser salgada ou frita). Pode-se, também, escolher galeto ao invés da carne de sol.

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Além disso, as instalações são simples, porém limpinhas. É tudo muito sem frescura. O atendimento é super eficiente e tudo chega bem rápido. Eu recomendo!

(Ah, e tem parquinho pras crianças brincarem.)

Um belo dia estava passeando pelo fim da Asa Norte, buscando um lugar pra comer antes de ir pro cursinho. Na comercial da 316 norte, ia de bloco em bloco buscando algum lugar que me acolhesse e me desse apenas alguns minutinhos de tranqüilidade antes das três horas e meia de direito civil que me aguardavam. E lá fui eu, entrando nos locais mais ermos do fim dessa asa norte, em busca de algum conforto. Na minha primeira tentativa me aventurei numa padaria. Nas prateleiras não havia nada, apenas coxinhas frias, guaranás quentes. Próximo bloco. Do lado de trás outra lanchonete com um mundo de mesas vazias. Entrei pra olhar e vi os olhos do dono, atrás do balcão, se encherem de esperanças. A mesma coisa. Salgados frios, que seriam esquentados no microondas quando eu fosse comer. Saí da lanchonete me sentindo desolado. Perto de mim passavam pessoas estranhas e oprimidas… Ouvi um gato miando bem de longe. No canto da comercial havia uma mulher descabelada, moradora de rua, que levava seus pertences em um carrinho de supermercado. Olhou bem em meus olhos e disse, quase gritando: “Devolva-me! Quero meu gatinho de volta! Você sabe do que estou falando!”

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Senti medo e fugi. Nesse momento me senti mal. Estava sozinho, com medo, com fome. E havia três horas de prescrição, decadência e afins a me esperar. Foi nesse momento que ouvi uma música ao fundo me dizendo: “Instead of feeling sad, be glad! There’s someone who loves you!” Eu conhecia aquela voz, era a Madeleine Peyroux! Fui ver de onde vinha aquela música que me chamava. Ao dar a volta no bloco, encontrei um garçom que estava arrumando a decoração externa. Arrumando as gaiolas, colocando as frutas e os pratos na mesa…

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Era um restaurante chamado Panelinha. Nas proximidades da loja havia um jardim muito bonito. Pedi o cardápio para ver e me agradou. Havia vinhos a preços acessíveis, panelinhas de carne de sol, de frutos do mar… Mas estava com pressa agora! Afinal, o tempo urge, e tinha de me apressar pro tão temido direito civil.

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Voltei na mesma semana e descobri um ótimo restaurante. Comi uma carne de sol muito gostosa, com arroz, mandioca cozida, vinagrete e farofa. A música estava perfeita. O ambiente é muito acolhedor! Como estava frio, havia pequenos fogareiros com brasas ao lado das mesas. É bom encontrar lugares especiais, né?

Panelinha: comida boa, música boa e segurança para os perigos da vida. Eu recomendo!

Na nossa busca por “um bar para chamar de meu” começamos a percorrer os bares da cidade agora com os sentidos aguçados para encontrar um lugar que nos acolha bem. Começamos por estes:

Bar Brasília

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O ambiente logo de cara chama atenção pelo tipo de público. Pessoas com mais de 30 anos, com espírito e (algumas) com corpinho de bem menos idade. A decoração conta com armários de farmácia e lustres de um banco do início de século passado, o que dá ao bar uma sensação de se estar em um tradicional bar carioca/paulista. Apesar da simpatia dos garçons deixar a desejar, os produtos oferecidos no cadápio nos deixaram bem satisfeitos: o chopp Brahma delicioso e na temperatura ideal foi o campeão. Ainda, o croquete de carne e a costelinha (segundo os demais integrantes da equipe) estavam ótimos! Para os mais chegados aos sabores do cerrado, o bar oferece pastel de carne com aroma de pequi.  Quanto aos demais quesitos:

- Estacionamento: muito bom. São muitas vagas e não é difícil estacionar bem próximo ao bar.

- Ambiente com personalidade: atende.

- Cardápio: muito bom. Típico de bar e com qualidade.

- Atendimento bacana: Razoável.

- Música: não tem.

Godofredo

No inverno os sofazinhos na parte interna são a melhor pedida. É mais aconchegante ficar pertinho dos amigos no conforto das almofadas. O clima é o charme do lugar. É agradável, muito alegre e, por mais contraditório que seja essa característica num bar, é leve. Os garçons são jovens, ágeis e bastante simpáticos. Os frequentadores também são jovens, porém sem aquela típica faceta escandalosa, vulgar e sem cérebro dos barzinhos da moda (deu para entender né?). São pessoas com quem, numa primeira vista, você sabe que se iniciarem uma conversa elas sempre terão algo interessante a dizer. E, para quem gosta de apreciar os mais variados tipos de cerveja, o bar oferece um cardápio bem sortido, com bebidas nacionais e de outros países.

Quesitos:

- Estacionamento: Razoável. É preciso deixar o carro um pouco longe, afinal, numa comercial de bares, é praticamente impossível achar uma vaga próxima.

- Ambiente com personalidade: atende. Imagens de santos, uma escultura (ou amontoado) de velas derretidas, luzes de neon e tudo mais dão um ar intimista ao lugar.

- Cardápio: Variado e de qualidade. Vai desde a tapioca até a carne seca ou camarão na moranga. Ponto para esses últimos!

- Atendimento bacana: muito bacana!

- Música: tem. Em alto volume e muito bem escolhidas!

Mittelalter

medieval

A temática medieval é, sem dúvida, a característica mais peculiar do bar. O cardápio oferece pratos e bebidas com nome de dragão, veneno, poção, etc.  Oferece também diversos tipos de cerveja, hidromel e um chopp escuro com sabor que lembra café. Os copos também estão dentro da temática, por isso não se surpreenda se sua bebida for servido em um copo ou taça de alumínio.  O clima é bem agradável, com público, em sua maioria,  jovem e adepto de rock e roupas escuras. Ponto para os narguilés que a casa oferece com suas mais de 10 essências. Agora vamos aos quesitos:

- Estacionamento: Apesar de ser na comercial, na maioria das vezes é possível encontrar uma vaga por lá.

- Ambiente com personalidade: atende. Além da decoração com elmos, máscaras e afins, o bar conta com apresentações de dança e de música celta/medieval.

- Cardápio: não tão variado, mas oferece boas opções e com nomes bem interessantes.

- Atendimento bacana: atende!

- Música: tem. Músicas medievais, com bastante gaita de fole, alaúde e flautas.

Update: O espaço subterrâneo do bar tenta reproduzir (com sucesso) o clima de uma taberna . Paredes com revestimento de pedra, mesas de madeira rústica e o recepcionista que mais parece vindo de um filme do Zé do Caixão dão todo um ar de parece fazer você voltar aos tempos da idade média. E é lá que acontecem os espetáculos de música e dança (há cobrança de couvert).