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Domingo de tarde é dia de ser fiscal de sala em concurso público.
Preocupada e tensa, como em toda minha-primeira-vez, saí cedo de casa com medo de me atrasar-ficar-perdida ou presa em alguma catrástrofe da natureza no trajeto até o IESB que me impedisse de cumprir dignamente minha função social como fiscal.
Para fugir da opção amo-muito-tudo-isso, resolvi arriscar algo que preenchesse o requisito café-da-manhã-reforçado-substituindo-almoço no quitinete. Foi assim que me senti literalmente em uma quitinete. Mil pessoas e crianças em todos os cantos do lugar.
Consegui uma mesa próximo ao café e comecei a folhear um livro enquanto aguardava algum garçom. Depois de cinco minutos, desisti do livro e comecei a caçar os garçons próximos para solicitar o cardápio. Dez minutos depois, comecei a achar que o comentário do Gustavo de que eu não tenho uma presença forte poderia ter alguma verdade. Após quinze minutos de invisibilidade perante os garços, desisti.
Peguei meu livro, minha bolsa e sai.
Juro que tentei evitar, mas acabei no Mc.
Ao menos ganhei um cartão fidelidade do café da manhã Mc e não me atrasei.
Não recomendo mais, não sei se ainda volto…

Em um restaurante, o ambiente e o atendimento são tão importantes quanto a comida. Essa sexta fui ao Restaurante Roma, na 511 sul, na via W3. Parece-me que seus 49 anos trouxeram alguma experiência ao estabelecimento.
Logo ao chegar fui muito bem recebido pelos garçons que prontamente me indicaram um lugar. Sentei-me. Comecei a reparar no ambiente ao meu redor. Não é nada muito sofisticado, mas o conjunto funciona: quadros da Roma antiga, colunas de tijolos aparentes, uma pequena cachoeira (ou fonte, pra quem preferir) com pedras e samambaias, no fundo do salão. Música instrumental, bem baixinha, ao fundo (destaque para a seleção musical, que contava com “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, ou, em sua versão brasileira dos anos 80, “O seu nome eu escrevi na areia/ A onda do mar apagou/ Em cada pôr de sol, a saudade incendeia,/ Meu coração…”). O ambiente é tão agradável que tem de cuidar pra não cochilar, hehe.
Os garçons estão sempre por perto e atentos. Não ficam perguntando nada. Mas ao menor sinal de olhos que o cliente faça, eles se aproximam para atender.
Trouxeram o cardápio, que me conquistou logo no início com o seguinte trocadilho, impresso no rodapé de todas as páginas: “Quem tem boca, vai ao Roma”.
Ao passar os olhos no cardápio, decidi-me pelo Filé à Parmegiana com arroz e fritas. Pedi também uma jarra de suco de laranja.
O prato chegou muito rápido, em menos de 15 minutos. A porção de carne é muito bem servida para duas pessoas. O garçom, com muita habilidade me serviu e foi pro seu canto. Nada de ficar tagarelando com os colegas. São realmente profissionais. O arroz e a batata frita estavam bons. Mas o filé estava divino, bem macio e com bastante molho. Ah, sim, o molho de tomate não estava nem um pouco ácido.
Houve um detalhe que eu achei muito legal: estava acabando meu prato, faltava a última garfada. O garçom ficou espreitando, de longe, olhando meu prato de rabo de olho. Assim que eu acabei e descansei os talheres, ele veio e buscou o prato, perguntando se desejávamos algo mais.
Sinceramente, Brasília precisa aprender com os garçons do Roma! Em quase todos os outros estabelecimentos da Capital pagamos muito mais caro e recebemos um atendimento sofrível.
Recomendo.
E não é por nada não, mas acho que o Roma estará por aí nos próximos 49 anos…

Na sexta-feira o expediente é o mais longo da semana. Olhamos pro relógio de 10 em 10 minutos, na esperança de já ter passado pelo menos uma hora. Nessa lógica, o expediente normal que é de 8 horas é multiplicado por 6. Ou seja, trabalhamos uma sensação temporal de 48h em um só dia.
Particularmente, essa sexta-feira estava bastante irritante. A TIM estava com seu serviço fora do ar desde cedo da manhã (e perdurou até o começo da tarde) e o livro que eu havia encomendado na Saraiva veio com diversas páginas em branco.
O intervalo para almoço no meio do dia veio para amenizar a situação. Eu estava determinado em comer algo gostoso, para afogar minhas mágoas na comida. Entrei no Quero Comer a fim de achar uma refeição saborosa e de bom custo e me deparei com o incrível desconto de 50% do Forno Benedetto: Filé com molho branco e risoto al parmiggiano (serve duas pessoas) de R$69,90 por R$34,95.
Imprimi meu cupom e segui pra lá. O restaurante fica em uma esquina da comercial da 311 norte. Ele é ajeitadinho. Nada muito sofisticado, nem especial. As cadeiras e mesas, pelo menos, são de madeira. Sentei, dei uma olhada no cardápio, reparei os pratos executivos por R$13,90, mas queria mesmo o Filé.
O garçon trouxe os pratos e os deixou no centro da mesa. Assim que a comida chegou (bem rápida), tivemos que ajudar o garçon que não conseguia nos servir pois ele não havia arrumado os pratos.

O risoto, prato italiano típico, é, tradicionalmente, feito com arroz arbóreo (foto acima).
Porém, para minha infelicidade, o tal risoto deles era feito de arroz branco (comum), al dente mal cozido. O tempero estava sem graça. O filé (cujo ponto, como na maioria dos restaurantes de Brasília, não foi perguntado) veio com as bordas torradas, com uma amostra grátis de molho branco por cima e quase sem sabor também.
Pensei: “pelo menos vou comer uma sobremesa pra salvar o dia”. Pedi o manjar de coco. Não tinha. Pedi, então, o pudim de leite. Achando que viria aquele pedaço de pudim tradicional, caseiro. Veio um pudim dentro de uma caixinha de plástico. Ok, não estava ruim. Mas também não estava dos melhores.
Paguei a conta e fui embora com uma pergunta que não parou de se repetir até hoje na minha cabeça: Como eles têm coragem de cobrar R$69,90 por esse pratinho fajuto?
Tentando encontrar o lugar ideal para se fazer uma reunião de aniversário onde se pudesse comer bem pensei de cara em um restaurante de comida mexicana. Lembrei que nem todo mundo é tão disposto a aproveitar os prazeres gastronômicos de outras culturas. Por quê as pessoas precisam ser tão fechadas aos sabores incomuns?
Meu espírito democrático me levou a optar por um lugar na já consolidada e imbatível tríade pizzaria-creperia-steakhouse. Pois bem, escolhi a pizzaria. Lembrei de uma recomendação de um conhecido que disse que uma, bem em frente à Pizza a Beça, nova na época, era bem agradável e oferecia pizzas bem feitas e muito gostosas. Fiz a reserva.
É engraçado ver como a concorrência pode ser tão explícita e também boa para o consumidor! Exemplo claro do que se aprende nas aulas de economia. Mesmo sendo exatamente em frente à outra, consegue oferecer um bom preço para o rodízio (R$16,90), um bom serviço, pizzas deliciosas e refrigerante com refil (ter qualidade e diferencial para não perder fregueses-lição 37).
Desde o momento da reserva fui muito bem atendida, quando, ao pedir um lugar menos barulhento, a moça com boa disposição me indicou o piso superior. No alto, o ambiente com as janelas fechadas e o ar condicionado permite que se consiga ouvir a voz das pessoas sem ter que usar a voz acima do limite não nocivo de decibéis.
Consegui reunir meus amigos queridos, ter uma ótima noite com eles e comer uma boa pizza. Quer coisa melhor? E viva a trivialidade bem feita!


O local escolhido para minha estreia no Blog é a Pizzaria Molho de Tomate, na comercial da 403 Sul.
Receita simples e eficaz: fatia de pizza a 1 real e estabelecimento aberto das 10h às 5h. Com essa combinação simples, a pizzaria se tornou a melhor opção para matar a fome depois das baladas na Corte.
A pizza não impressiona em suas qualidades gastronômicas, mas cumpre o que promete: há sempre uma nova fornada quentinha saindo do forno para matar a fome.
O ambiente também é acolhedor. Tá bom, na verdade há apenas um balcão com um monte de gente amontoada para conseguir seu pedaço de pizza. Mas a aparência é bem melhor que a de sua concorrente direta, a Dom Bosco.
Contam pontos positivos o fato de a lanchonete ser bem freqüentada, mesmo de madrugada. Fato raro em Brasília. Explico-me: nessa cidade após a meia noite, somente vemos sujeitos mal-encarados ou mulheres descabeladas falando coisas desconexas vagando pelas ruas. A população de bem está entre quatro paredes – casa, restaurantes, boates ou motel.
É isso. Molho de Tomate, uma ótima opção pra matar a fome de madrugada.

Certa vez, passeando em uma livraria, li, em alguma contra-capa de um livro do qual não lembro o nome, a síntese do sentimento de quando o domingo está terminando. Dizia algo mais ou menos assim: “toda vez que ouve a música do Fantástico, sente um aperto no seu coração e uma tristeza sem fim porque o final de semana está acabando”.
Bom.. há tempos já não assisto mais o Fantástico, mas esse aperto-no-coração-e-uma-tristeza-sem-fim ainda se repetem em todo final de domingo. E foi no quitinete que resolvemos nos distrair de toda essa depressão pré-segunda-feira na noite de domingo.
Localizado em uma das quadras mais movimentadas-e-badaladinhas de Brasília, na 209 sul, o quitinete fica logo-ali no meio da quadra. Apesar de super-badalada-frequentada-lotada, é com relativa facilidade que se encontra bons lugares para se estacionar. Inclusive, para quem quiser se aventurar pelas trilhas da quadra residencial, uma delas, bem ao estilo siga-o-coelho-branco, leva a um local super bem localizado – praticamente atrás do quitinete – em que sempre é possível encontrar vagas.
Funcionando em um prédio de dois andares – apesar de ter lido em algumas críticas e sites que o prédio é de três andares, ainda não consegui encontrar esse tal terceiro andar, então ele continua tendo apenas dois andares para mim - num misto de padaria-lanchonete-lanhouse-cafeteria-restaurante-bancaderevista-e-loja-de-utensílios-e-outras-coisinhas, é praticamente uma loja de conveniência, com a diferença de ter mais charme, atendentes mais bonitos e não funcionar 24 horas por dia.
O quitinete pertence à minha lista secreta de esconderijos dentro de Brasília. As poltronas imensas, nas quais é impossível sentar sem esparramar-se-jogar-quase-deitar em frente às janelas imensas – que só ficam abertas durante a noite e na ausência de fortes ventos e chuvas – acompanhadas de uma mesa toda em madeira rústica e uma gaveta misteriosa que nunca tem nada dentro (um dia ainda deixarei alguma carta destinada a algum desconhecido) formam o contexto necessário para reflexões profundas e existenciais. Afinal, foi nessas poltronas que decidi grandes questões de minha vida no cara-ou-coroa tomando um perfeito café com nutella, ou raspando o fundo sedimentado com a colher no melhor estilo pequenos-prazeres-nas-pequenas-coisas-da-vida.
Confesso que assim que cheguei ao segundo andar, meu coração quase se partiu ao avistar uma mesa comum com cadeiras comuns em frente a uma das janelas imensas. Mas, como sou brasileira-e-não-desisto-nunca, continuei no melhor estilo pensamento-positivo-de-o-segredo e respeirei aliviada ao perceber que ainda restavam as poltronas na outra janela. Nessa confusão toda, acabei passando reto sem reconhecer o Gabriel, fato que foi perdoado porque ele também não me reconheceu (deve ser porque não deu tempo de secar e alisar o cabelo pós-banho-de-fim-de-churrasco-em-clube).
Após longos minutos de indecisão quanto ao cardápio por conta do sentimento de quero-pedir-mil-coisas-ao-mesmo-tempo, pedi um wok e um guaraná. A comida estava boa, o ambiente estava bom, alguns garçons eram muito bonitos e o atendimento estava dentro do padrão de normalidade esperado para Brasília.
Alguns amigos sabem que minhas exigências para gostar de um lugar não são muitas. Por fim, enquanto as poltronas absurdamente confortáveis estiverem lá, de frente pra janela, enquanto o ambiente for bonito e agradável e, fundamental e principalmente, enquanto houver a companhia de um amigo com o qual é possível conversar por horas seguidas – sobre todos os assuntos banais e sérios deste mundo cão – sem se sentir o passar do tempo, trocar confidências e expor fatos e sentimentos – dos mais elevados aos mais indignos – para se terminar uma noite supostamente trágica de domingo rindo até chorar e chegando em casa rouca de tanto falar, todo o resto não passa de pequenos detalhes.
Por isso, volto sempre e ainda recomendo.
Prezados,
É com enorme desprazer que eu venho dar-lhes uma notícia: um restaurante bom foi-se ao chão. E não se trata de uma decadência adorável, que, por muitas vezes, eu me animo, como é o caso do restaurante chinês Long Palace Xiang da Academia de Tênis. É uma decadência da prestação de serviços e da qualidade dos pratos.
O Quitinete já foi o meu refúgio para finais de semana quentes, para tomar uma soda italiana ou, melhor ainda, um brunch aos domingos (ou chá da tarde nos dias em que a cama me prendeu até um pouco mais tarde). Porém, de um ano para cá, não tenho tido experiências bem sucedidas na casa mais acessível de Mara Alcamim.
Não desisto fácil das coisas que eu gosto. No último ano dei várias chances à casa. Ano passado, naquela onda de calor terrível que assolava a Capital Federal em outubro, fui com a Camila à casa, procurar a deliciosa soda italiana e saborear um croissant de chocolate feito pela casa. Chegando lá, o ar condicionado do segundo andar não estava funcionando. O lugar estava um forno! Impossível de ficar. Ficamos na padaria do 1º andar apenas para matar a nossa vontade pelo croissant de chocolate, que estava delicioso, devo admitir. Umas 2 semanas depois, voltamos, ainda castigados pela onda de calor. Para nossa surpresa, o ar condicionado ainda não estava funcionando! Como uma gerência deixa um restaurante sem ar condicionado em um período de calor pleno! Não tinha uma viva alma no restaurante. Apenas os garçons, que são obrigados a ficar naquele calor infernal.

Ontem, dei mais uma chance para eles. Fomos (eu e Michelli) tentar curar a depressão dominical com um belo prato. Já comecei sendo infeliz. Eu mesmo. Não foi culpa deles: pedi uma soda italiana de rosas. O que eu tinha na cabeça? Não prestou.
Escolhemos pratos parecidos. Pedimos a Wok: eu de camarão, ela de filet mignon. Acompanha abobrinha e cenoura, cortadas com o magic slicer, além de arroz integral. Eu já havia comido esse prato antes. Não sei o que aconteceu dessa vez: o tempero estava bom, mas não estava maravilhoso. Da outra vez que o comi, achei ótimo. Dessa vez o curry não estava bem apurado, não senti todo o sabor da outra vez.
Para me senti melhor pedi uma soda italiana de maçã verde, que nunca falha! Esperei 20 minutos e nada da soda. A soda, para ser preparada, nada mais é que um xarope misturado com água gaseificada e gelo. Não tem motivo para demorar. Perguntei ao garçon, ele foi checar. Mais 5 minutos, ele volta e me pergunta: “vocês pediram uma soda italiana? ” “sim, pedi” “qual era o sabor”. Daí pra soda chegar, foram mais 10 minutos. Irritante!
Só o croissant de chocolate para salvar a noite. Quando ele chegou, eu já estava salivando. Cortei o primeiro pedaço. Cadê o croissant fresquinho que serviam no Quitinete??? Ahhhh! Nããããooooo! A massa estava mole! E densa. Acho que ficou pra história.
Se eu tiver que me decepcionar, que seja gastando menos. Pois, pagar uma conta de 40 reais para não comer tão bem e ser mal atendido, não está mais nos meus planos.
Vou ter que achar um novo consolo para meus domingos à noite chuvosos. Só me restou o algodão doce que a Michelli me trouxe de uma festa de criança para melhorar meu paladar depois de algumas decepções.

Somos quatro amigos.
Não lembro exatamente como tudo ocorreu, mas, um dia, viramos todos amigos de infância. E, de repente, estavamos almoçando-lanchando-jantando-bebendo-em-bares-ou-similares todo final de semana.
E, nas conversas-sérias-filosóficas que permeiam nossos encontros, aconteceu de todos decidirem ingressar no ciclo de gestão do governo ou em carreiras típicas de Estado, como consequência de nosso espírito imbuído de elevado interesse público e pelo bem de nosso país, nossos pais e nossos credores.
Da nossa habilidade em inserções sociais, tivemos a idéia de estender nossos encontros casuais do final de semana em debates sobre administração pública e áreas afins. De um grupo de amigos, viramos – também – um grupo de estudos.
E em discussões-e-bate-papo-todo-dia-no-gmail, surgiu a idéia de copiar o melhor e o pior de brasília criar um blog para compartilhar as experiências gastronômicas pré-grupo-de-estudo-do-final-de-semana.
Reflexo de nosso ser voltado ao bem público – sempre prevalecendo o interesse coletivo sobre os interesses próprios - e alguns problemas de agenda, o grupo de estudos ainda não iniciou. Mas nada tem nos impedido de cumprir os nossos compromissos de explorar gastronomicamente a capital de nosso país para compartilhar em posts todas as delícias e decepções que fazem parte desse mundo cão.
E esse foi o início da história dos quatro amigos promissores que possuem o destino de melhorar o mundo em que vivem e de aprender a lidar de forma sábia com toda a fama e riqueza que os aguardam.
Já havia observado que a fachada de um prédio da comercial da 110 norte havia sido tomada por um restaurante novo. Como a dita fachada não era nem um pouco convidativa, pensei cá com meus botões: “Não deve sair nada barato uma rodada de sushi/sashimi nesse lugar”. Porém, fiquei curioso em conhecer o novo e imponente restaurante: Hachi. Ou Oito, traduzindo para o português.
No final da semana anterior fui ao Marvin, mandar ver em um delicioso burguer, que será pauta de um post futuro. Saindo de lá, passei em frente ao tal restaurante japonês. Olhei, desconfiado, para a porta de vidro vermelho, sempre fechada. Ao perceber que eu estava parado lá, o simpático dono, Humberto, abriu a porta e me convidou para entrar e conhecer a casa. Ele me mostrou o cardápio e ressaltou em alto e bom som que o restaurante dele abre todos dos dias do ano, sem exceção! Além disso, destacou o bom preço do rodízio no almoço: R$37,50. Agradeci e falei que voltaria.
Sábado sempre me inspira a sair pra jantar. Ok! Não é só aos sábados. São todos os dias da semana. Mas, usualmente, é quando tenho mais tempo disponível para fazê-lo. Esse sábado, entusiasmado em conhecer um novo restaurante e com a simpatia do Humberto, combinei com a Michelli e o Gustavo de irmos ao Hachi. Ao chegarmos, lá estava o seu Humberto na porta, recebendo as pessoas e esbanjando simpatia.
Ao entrar, percebe-se que o ambiente, apesar de não ter janelas para o mundo real, é bastante agradável. Com cores vermelhas se destacando sobre o preto e o branco. Os bonsais espalhados pelo restaurante e a Michelli vestida a caráter praticamente me fizeram sentir no Japão na Liberdade.
Para começar, nada melhor que conhecer o gyozá da casa como entrada. Tendo duas opções (salmão e lombo suíno), votamos no lombo. O pastelzinho de origem chinesa chegou quentinho. A massa poderia ficar um pouco (bem pouco) mais cozida, porém o conjunto estava delicioso. Em seguida, partimos para os sushis/sashimis. O combinado de sushis estava dentro do esperado. Já o sashimi de salmão só faltava dar saltos triplos de tão fresco que estava. Fazia tempo que eu não comia um sashimi tão fresco!
Após os frios, resolvemos pedir um Lamen de Camarão. Não, não é um macarrão instantâneo! Lamen é um tipo de sopa japonesa, que leva bastante macarrão em sua composição. O molho, o macarrão e, principalmente, o camarão estavam muito bons! A textura do camarão na medida certa: nem borrachento, nem dissolvendo. E o tempero era ótimo!
Para encerrar com chave de ouro, pedimos um tempura misto, de camarão, lula e legumes. Os tempuras de lula e de legumes estavam muito bons. Porém, mais uma vez devo destacar o camarão: estava sublime! Não sei que espécie de camarão ou tempero eles usam, só sei dizer que eles estavam muito saborosos.
Pedida a conta, contabilizamos os prejuízos: 64 reais para cada um. Um pouco salgado, mesmo para um restaurante japonês. Porém, dois itens fizeram com que o restaurante se destacasse: os camarões e os sashimis de salmão. Ainda volto lá para ver como é o buffet de almoço deles. Porém, não tão cedo – precisamos fugir do domínio japonês nos nossos posts e valorizar um pouco mais a terrinha!
PS: Desculpem a falta de fotos. Ainda haverá um dia em que eu me lembrarei de levar a câmera pros restaurantes!
Atualização: Fui com a Michelli ao buffet durante o almoço. O salmão continua com seu frescor inigualável! E existe uma boa variedade de sushis e pratos quentes. Continuo recomendando!

Domingo ensolarado é sinônimo de Mangai lotado.
Eu – e minha mente desorientada que acredita ter senso de direção, juntamente com minha recusa em pedir informações pois “sei chegar sozinha” e a crença de que é possível encontrar os lugares conhecendo a direção do vento e a trilha sonora certa – já rodei por alguns caminhos tortuosos pelo setor de clubes sul na tentativa – sem sucesso – de encontrar o bendito Mangai.
O melhor caminho é seguir em direção à ponte JK e entrar na pista-paralela-atalho do lado direito da pista, pouco antes do clube da AMAGIS e do AMPDFT. Depois é só seguir em frente, virando quando a pista termina para o único lado possível. Pronto, você já está na fila pro estacionamento do Mangai.
Recomendo sempre tentrar entrar pela parte dos fundos do Mangai, pois o poder do moço-deus-quase-segurança para te deixar entrar até o estacionamento ou te fazer estacionar de baliza nas pistas estreitas sem árvore ou qualquer coisa que projete sombra num sol escaldante se torna menos discricionário. Se ele disser que não tem mais vaga , você pode abaixar o vidro e apontar pra alguma vaga- se esta existir, e não mais se submeter às verdades que eles lhe contam sem poder de contestação.
Depois da fila para estacionar, fila para entrar. Do lado de fora e de dentro, uma mega estrutura. Elevador no estacionamento para as pessoas idosas e jovens preguiçosos que evitam escadas. Após a fila para constar seu nome lista de espera, pagers são entregues para que você possa desfrutar da enorme varanda com sofás e redes enquanto aguarda uma mesa vaga. O sistema nos faz acreditar que realmente o negócio é sério e organizado. Digno de credibilidade.
Tempo médio de 30 a 45 minutos de espera – depois de uma e meia da tarde. Lá dentro, uma mega estrutura imensa e toda decorada com motivos nordestinos. Um lustre imenso – sim, tudo é imenso lá dentro – de peões de madeira, outro de bonecas de pano coloridas. Garçons e garçonetes vestidos como cangaceiros de uma forma que não é assustadora. Mesas e cadeiras rústicas de madeira com um sino pendurado em cada mesa para chamar o garçom de uma forma bem divertida – ao menos para as crianças.
E muita fartura de comida. Duas bancadas extensas com tudo o que se possa ser feito em uma cozinha utilizando carne de sol, macaxeira e queijo coalho. Eleita pela revista Viagem e Turismo como um dos 1000 lugares para se conhecer antes de morrer, vale a pena conferir todas as indicações com a plaquinha “um dos pratos mais pedidos”. Além de uma bancada tentadora de saladas/frutas/queijos.
A dica é tentar controlar o impulso e pegar apenas porções mínimas dos mais de 160 pratos disponíveis. Foi assim, com muito esforço, que consegui compor um prato que pesou apenas 860 gramas. Em três almoços, ainda não consegui experimentar a sobremesa. E me partiu o coração quando um senhor de idade me perguntou: “será que tem algo que um diabético possa comer?” enquanto bisbilhotávamos as dezenas de sobremesas estonteamente açucaradas e tentadoras. Uma boa dica é o suco de coco que é feito de água de coco com coco batido.
Volto e recomendo!
