Já havia observado que a fachada de um prédio da comercial da 110 norte havia sido tomada por um restaurante novo. Como a dita fachada não era nem um pouco convidativa, pensei cá com meus botões: “Não deve sair nada barato uma rodada de sushi/sashimi nesse lugar”. Porém, fiquei curioso em conhecer o novo e imponente restaurante: Hachi. Ou Oito, traduzindo para o português.
No final da semana anterior fui ao Marvin, mandar ver em um delicioso burguer, que será pauta de um post futuro. Saindo de lá, passei em frente ao tal restaurante japonês. Olhei, desconfiado, para a porta de vidro vermelho, sempre fechada. Ao perceber que eu estava parado lá, o simpático dono, Humberto, abriu a porta e me convidou para entrar e conhecer a casa. Ele me mostrou o cardápio e ressaltou em alto e bom som que o restaurante dele abre todos dos dias do ano, sem exceção! Além disso, destacou o bom preço do rodízio no almoço: R$37,50. Agradeci e falei que voltaria.
Sábado sempre me inspira a sair pra jantar. Ok! Não é só aos sábados. São todos os dias da semana. Mas, usualmente, é quando tenho mais tempo disponível para fazê-lo. Esse sábado, entusiasmado em conhecer um novo restaurante e com a simpatia do Humberto, combinei com a Michelli e o Gustavo de irmos ao Hachi. Ao chegarmos, lá estava o seu Humberto na porta, recebendo as pessoas e esbanjando simpatia.
Ao entrar, percebe-se que o ambiente, apesar de não ter janelas para o mundo real, é bastante agradável. Com cores vermelhas se destacando sobre o preto e o branco. Os bonsais espalhados pelo restaurante e a Michelli vestida a caráter praticamente me fizeram sentir no Japão na Liberdade.
Para começar, nada melhor que conhecer o gyozá da casa como entrada. Tendo duas opções (salmão e lombo suíno), votamos no lombo. O pastelzinho de origem chinesa chegou quentinho. A massa poderia ficar um pouco (bem pouco) mais cozida, porém o conjunto estava delicioso. Em seguida, partimos para os sushis/sashimis. O combinado de sushis estava dentro do esperado. Já o sashimi de salmão só faltava dar saltos triplos de tão fresco que estava. Fazia tempo que eu não comia um sashimi tão fresco!
Após os frios, resolvemos pedir um Lamen de Camarão. Não, não é um macarrão instantâneo! Lamen é um tipo de sopa japonesa, que leva bastante macarrão em sua composição. O molho, o macarrão e, principalmente, o camarão estavam muito bons! A textura do camarão na medida certa: nem borrachento, nem dissolvendo. E o tempero era ótimo!
Para encerrar com chave de ouro, pedimos um tempura misto, de camarão, lula e legumes. Os tempuras de lula e de legumes estavam muito bons. Porém, mais uma vez devo destacar o camarão: estava sublime! Não sei que espécie de camarão ou tempero eles usam, só sei dizer que eles estavam muito saborosos.
Pedida a conta, contabilizamos os prejuízos: 64 reais para cada um. Um pouco salgado, mesmo para um restaurante japonês. Porém, dois itens fizeram com que o restaurante se destacasse: os camarões e os sashimis de salmão. Ainda volto lá para ver como é o buffet de almoço deles. Porém, não tão cedo – precisamos fugir do domínio japonês nos nossos posts e valorizar um pouco mais a terrinha!
PS: Desculpem a falta de fotos. Ainda haverá um dia em que eu me lembrarei de levar a câmera pros restaurantes!
Atualização: Fui com a Michelli ao buffet durante o almoço. O salmão continua com seu frescor inigualável! E existe uma boa variedade de sushis e pratos quentes. Continuo recomendando!

3 comentários
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16/03/2009 às 17:58
Gustavo Carneiro
Não podemos nos esquecer do atendimento ótimo do local. Os garçons traziam tudo na hora, inclusive pedidos que nem sequer havíamos feito (um rolinho primavera veio e voltou três vezes à nossa mesa! hehehe).
Muito bom o restaurante…
28/04/2009 às 10:35
Camila
Finalmente fui ao Hachi. Não decepcionou nada em termos de qualidade da comida e decoração do ambiente. Super aconchegante, com peixe fresco e (isso mesmo!) um risoto de cogumelo DIVINO!
Adorei!
29/08/2010 às 15:08
Daya
Atendimento muito ruim, comida pior ainda. Os rolls são feitos de MUITO arroz e quase nada de recheio (seja lá peixe ou legumes), niguiris seguem o mesmo modelo, uma fatia muito fina de peixe com uma quantidade exagerada de arroz. Fui extramente mal atendida e quando pedi para falar com o gerente me disseram que não existe nenhum gerente e nem ninguém que fosse dono e/ou responsável. Pedi então para escrever uma reclamação e a pessoa do caixa teve a coragem de me entregar um bloquinho que os garçons usam para fazer pedido e disse que eu podia escrever lá. Além disso, expliquei que eu sou vegetariana e perguntei se eles poderiam trazer um missô ou um tempura de legumes, já que dos 08 pratos quentes do buffet, 07 tinham carne ou peixe, e a mesma pessoa do caixa falou que não era possivel, que eu teria que pedir a la carte e ficou argumentando comigo que existem vários vegetarianos que comem peixe, dando a entender que a errada era eu por não comer as tantas variedades de peixe. Saí de lá extremamente chateada com toda a situação e vou recomendar para todos meus amigos não irem mais nesse restaurante, pois, além da localização, que é um dos poucos restaurantes japoneses da asa norte, não há nenhum outro ponto positivo.