
Em um restaurante, o ambiente e o atendimento são tão importantes quanto a comida. Essa sexta fui ao Restaurante Roma, na 511 sul, na via W3. Parece-me que seus 49 anos trouxeram alguma experiência ao estabelecimento.
Logo ao chegar fui muito bem recebido pelos garçons que prontamente me indicaram um lugar. Sentei-me. Comecei a reparar no ambiente ao meu redor. Não é nada muito sofisticado, mas o conjunto funciona: quadros da Roma antiga, colunas de tijolos aparentes, uma pequena cachoeira (ou fonte, pra quem preferir) com pedras e samambaias, no fundo do salão. Música instrumental, bem baixinha, ao fundo (destaque para a seleção musical, que contava com “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, ou, em sua versão brasileira dos anos 80, “O seu nome eu escrevi na areia/ A onda do mar apagou/ Em cada pôr de sol, a saudade incendeia,/ Meu coração…”). O ambiente é tão agradável que tem de cuidar pra não cochilar, hehe.
Os garçons estão sempre por perto e atentos. Não ficam perguntando nada. Mas ao menor sinal de olhos que o cliente faça, eles se aproximam para atender.
Trouxeram o cardápio, que me conquistou logo no início com o seguinte trocadilho, impresso no rodapé de todas as páginas: “Quem tem boca, vai ao Roma”.
Ao passar os olhos no cardápio, decidi-me pelo Filé à Parmegiana com arroz e fritas. Pedi também uma jarra de suco de laranja.
O prato chegou muito rápido, em menos de 15 minutos. A porção de carne é muito bem servida para duas pessoas. O garçom, com muita habilidade me serviu e foi pro seu canto. Nada de ficar tagarelando com os colegas. São realmente profissionais. O arroz e a batata frita estavam bons. Mas o filé estava divino, bem macio e com bastante molho. Ah, sim, o molho de tomate não estava nem um pouco ácido.
Houve um detalhe que eu achei muito legal: estava acabando meu prato, faltava a última garfada. O garçom ficou espreitando, de longe, olhando meu prato de rabo de olho. Assim que eu acabei e descansei os talheres, ele veio e buscou o prato, perguntando se desejávamos algo mais.
Sinceramente, Brasília precisa aprender com os garçons do Roma! Em quase todos os outros estabelecimentos da Capital pagamos muito mais caro e recebemos um atendimento sofrível.
Recomendo.
E não é por nada não, mas acho que o Roma estará por aí nos próximos 49 anos…

3 comentários
Feed de comentários deste artigo
04/04/2009 às 22:31
Camila
Taí, um dos poucos estabelecimentos que resistiu em Brasília, e, incrivelmente, na W3 sul…
21/09/2009 às 15:35
Alfonsso BIzerra de Andrade
Eu não gostei. Me arrependo de ter ido. Não tem nada de interessante. É tudo muito caro. E a comida é uma merda. O avião é fedorento. E eu aconselho você não ir
09/03/2011 às 23:20
Rafaela
Fui lá esses dias e realmente não tenho nada a reclamar do serviço. Mas tb, com um prato muito mais ou menos de camarão à parmegiana por 75 reais, eles têm a obrigação de nos tratar como reis! E o pior: camarão borrachudo, pequeno, sem um pingo de tempero e com tão pouco acompanhamento que mal dá pra um casal. Sinceramente, prefiro gastar meus 40 reais sem erro no bom e velho Careca!!!!!!!!!