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Manhã de sábado com chuva não é sinônimo de almoço na torre de TV. Por meio de uma ação coordenada por celulares e uma ação integrada da equipe do EmGula, os planos foram rapidamente modificados para um almoço no Villa Tevere. Flexibilidade, capacidade de adaptação e dinamismo são as tendências da atualidade.

 

- Posso ir de chinelinho?

- Hum… se for bonitinho, pode.. se for havaiana, não!

 

Compareci ao local em cima de saltos altos, fato excepcional para um final de semana, por retaliação de um dos membros da equipe nas negociações via ligação de celular.

 

Localizado na 115 sul – conhecida também como quadra da pupis – possui uma fachada esteticamente bela e três ambientes internos. Sentados numa mesa localizada no ambiente 3 – vide site www.villatevere.com.br – decorado com gaiolas vazias suspensas do teto numa forma muito lúdica, optamos pelo “picadinho do villa” do cardápio enquanto discutíamos as externalidades positivas de invasões de áreas públicas – como o ambiente em questão, também chamado de  ”puxadinhos”  nos meios de comunicação brasilienses - pelos estabelecimentos em quadras comerciais. Um “puxadinho” de muito bom gosto, por sinal.

 

Num ambiente “bucolicamente”  agradável, com atendimento exemplar, fica a dica: evite mesas muito próximas à fonte localizada no centro, logo abaixo das gaiolas. Fontes costumam ter água e água costuma atrair mosquitinhos-sem-vergonha que adoram moças-sem-vergonha-com-as-pernas-de-fora.

 

Esteticamente belo desde a sua arquitetura quanto nos menores detalhes, o Villa Tevere pode ser considerado um exemplo de bom gosto tanto em seus ambientes internos, quanto no seu “puxadinho”. O picadinho é servido acompanhado de uma farofa de ovos divinamente deliciosa, digno o suficiente para justificar um salto alto em pleno sábado.

 

Volto, mesmo que o salto seja necessário, e recomendo.

 

 

 

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Talvez sejam os azulejos, talvez o forno a lenha, talvez o vinho bem servido. Mas o fato é único: a Santa Pizza é divina.

Trocadilhos à parte, essa agradável pizzaria, localizada na 207 sul, trouxe muita felicidade a uma sexta-feira chuvosa quando fui comer uma despretenciosa pizza com vinho. O restaurante é ambientado com uma luz forte o suficiente para lermos o cardápio e baixa o suficiente para não incomodar os olhos e criar um clima mais intimista. Além disso, os detalhes dos belos azulejos no chão e do forno a lenha a mostra ajudam a compor um ambiente prazeroso de se estar.

O cardápio traz informações dos ingredientes que são usados em suas pizzas, ressaltando a boa qualidade e procedência dos mesmos. Um dos fatos que chama atenção é que a casa produz seu próprio tomate seco, alegando que não encontraram em Brasília algum com qualidade aceitável para a exigência do restaurante. Ao ler essas ressalvas, pensei: “eles têm que ser bons no que fazem para poder justificar as duras críticas aos produtos brasilienses”. E eles são.

As opções de pizza são muito variadas - porém, sempre bastante condizentes com o que se propõe: fazer pizza. Diferentemente do que encontramos em algumas casas (já vi pizza de cheddar com barbecue!!). Apesar do preço ser salgado (a pizza individual não sai por menos de R$22, podendo chegar até a faixa dos R$30), o serviço a e qualidade da massa e dos ingredientes é impecável. E deixo avisado aos pouco famintos: a porção individual é bastante generosa. Se você quiser provar a deliciosa pizza de banana que eles servem na sobremesa, recomendo dividir uma pizza com outra pessoa.

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Pedi um vinho italiano, da região de Abruzzo (a infortúnia região que sofreu abalos sísmicos semana passada), da uva Montepulciano. O garçon trouxe as taças, as águas pedidas, abriu a garrafa, que chegou diretamente da adega climatizada, e, com os cuidados merecidos, procedeu com a degustação e o serviu muito bem. O vinho é bastante saboroso e o preço acessível, por volta de 30 reais a garrafa.

Já com minha taça de vinho na mão, fui escolher qual seria a minha pizza. Porém, algo me chamou muito a atenção: o calzone. Desde a minha infância eu tenho um fascínio com calzones. Quem teve a brilhante idéia de fechar a pizza?! A massa fica crocante por fora e o calor se conserva por muito mais tempo. O calzone da Santa Pizza contém presunto de parma, ricota, tomates secos e rúcula (se houver qualquer confusão nos ingredientes, sintam-se livres para me corrigir, a minha memória não está das melhores). O calzone estava sublime: a massa crocante, o azeite delicioso, o recheio estava muito bem escolhido e o tempero era ótimo!

Com certeza volto e recomendo! Quando temos casas que têm um bom serviço e uma qualidade de comida desse nível em Brasília temos que aplaudir de pé! Clap! Clap! Clap!

Cacahuá

Essa semana fui ao Cacahuá, na comercial da 207 Sul. Pra quem não conhece, é uma casa muito simpática, especializada em chocolates finos.

Meu destino final era a Santa Pizza, que fica em frente, pois estava com vontade de tomar um bom vinho e de comer algo salgado. Mas, ao passar pela loja e ver um ambiente tão simpático, pedi o menu. A atendente foi muito simpática e bem-intencionada, mostrando-me o local e explicando o conceito da loja. Também explicou que o local fica aberto até as 20h, mas que enquanto houver clientes eles funcionam. A loja é muito bonita. Eles realmente investiram na arquitetura. O interior da loja é climatizado para que os chocolates não derretam. Há um paisagismo agradável.

Apesar de saber que a especialidade da casa eram os chocolates, me interessei pela quiche de cogumelos. Resolvi ficar. Pedi um vinho e a comida. O garçom trouxe o vinho errado e começou a abri-lo. Ao perceber o equívoco, expliquei que não era esse que havia pedido. O garçom pediu desculpas. Retirou o saca-rolhas que já estava pela metade e trouxe o vinho correto. Para esfriar a garrafa (que estava em temperatura ambiente de Brasília, uns 28 graus) ele trouxe um balde gigante, com muita água gelada e gelo. a garrafa ficou boiando na pequena piscina. O saca-rolhas utilizado não era o correto, mas aquele que tem duas asinhas. Por fim, ele não serviu corretamente, com os devidos procedimentos. Derramou um pouco de vinho na toalha de mesa e em minha água… Mas sempre com a melhor das intenções.

Pois bem, a quiche chegou, com uma generosa salada. Comi e bebi. Estava gostoso sim. Mas nada que fosse coisa de outro mundo. Não houve nada de errado com a comida. Mas não houve nada que me supreendesse.

Acabei de comer e ainda havia um pouco de vinho. Resolvi comer um bombom. Não vou enganá-los, os chocolates de lá são bem caros. Dentre as incontáveis opções, escolhi o de recheio gianduia. Pequenino, por R$2,60. Mas foram os R$ 2,60 mais bem gastos da noite! A loja nasceu para os chocolates mesmo! É sublime! Ele se desfaz em sua boca… O sabor é suave, não muito doce. E o recheio de gianduia… Ai…

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Considerações: A especialidade de lá são mesmo os chocolates. Não busque outra coisa esperando se deliciar.

A dona investiu muitíssimo na forma (na beleza do local e da apresentação dos pratos), mas não treinou o seu pessoal devidamente. Repito, são todos muito educados, mas não foram devidamente treinados. Ora, se você quiser servir vinho, treine seu pessoal para tanto e compre um saca-rolhas decente.

Bem, ainda volto lá para comer o café-da-manhã e os quitutes da tarde. Com relação a comidas salgadas, eu indico, PERO NO MUCHO…

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A minha primeira vez no Armazém do Ferreira foi na semana em que a Michele Rocha, amiga dos tempos da faculdade, esteve em Brasília no ano passado e visitávamos uma média de dois bares por noite, sendo que pagávamos as contas utilizando maquininhas do VISA – porque a vida é agora! – enquanto os garçons arrastavam mesas, cadeiras e apagavam as luzes do estabelecimento, numa tentativa de expulsar os últimos clientes-turistas-arruaceiros que não entendem porque os bares do Plano Piloto fecham às duas da madrugada.

Localizado na 202 Norte, numa quadra tranquila e relativamente fácil de estacionar, o Armazém do Ferreira pertence à lista dos bares que, de certa forma, são ponto obrigatório para se conhecer a vida boêmia – até duas horas da madrugada – da capital de nosso país.

O ambiente e o chopp são agradáveis e é extremamente difícil manter o copo vazio. Garçons com capacitação em reposição de chopp, com ênfase na antecipação ao pedido do cliente, estão sempre de olho nos copos vazios e quase vazios. Para os garçons do Armazém, os copos estão sempre mais pro meio-vazio que pra filosofia do meio-cheio. Destaque especial para o sanduíche de pernil com geléia de ameixa que é perfeito.

Mas, mais do qualquer coisa, o fato marcante da noite no Armazém foi ter saído de lá apaixonada pelo garçom. Ao escolher o pedido no cardápio, ele retrucava com a voz cheia de razão:

- Não, você não dá conta de comer tudo isso! Pede outra coisa!

Ao perguntar que horas o bar fecharia, ele respondia:

- Na hora que você quiser!

E, após pagar a conta, quando, ao levantar da mesa, um esbarrão derrubou um copo que se estilhaçou no chão causando espanto e apreensão, ele fala em alto e bom tom, após olhar pros outros garçons:

- Pode deixar, eu pago!!

E neste mundo de cão, em que a cada dia que passa é cada vez mais difícil encontrar um homem com atitude, que fuja do estereótipo homem-sensível que se emaranha em indecisões em frases como “você que sabe”, “o que você preferir” e “ai, meu deus, o que eu faço?”, que me fazem entrar em crises de identidade em que fico desejando poder fazer o papel de mulherzinha da relação, confesso que – apesar de não ter esses fetiches – saí de lá suspirando..

Volto sempre que posso e recomendo!

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