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Qualquer tarde digna pode ser finalizada com um toque de encanto no Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier.
Localizado no comecinho da Asa Norte, com o único incoveniente de, como na estória da Cinderela, todo o feitiço do pedacinho da França em Brasília – com suas flores naturais à meia luz, o aroma de lirismo deslizando pelo ambiente e o charme do sotaque que se ouve por entre as mesas – desaparecer com o fim de seu atendimento às 22 horas. E no silêncio das suas luzes apagadas e portas fechadas, mal dá para desconfiar toda a mágica que horas antes preenchia aquele pedacinho da 104.
Como toda mágica que vale a pena surge do amor, o local surgiu de um amor pelo qual valeu a pena o professor Daniel Briand fazer as malas no encanto da França para desembarcar numa obra de arte – a capital de nosso país – atrás do amor da aluna brasileira – mais especificamente, brasiliense – conquistando, quase sem querer, o amor de vários brasilienses.
A música ambiente, o detalhe do arranjo de flores naturais – diferentes a cada vez – dispostas delicadamente à luz de velas em mesas, garçons portando o charme de uma boina, a vitrine de doces compondo um espetáculo a ser degustado – também – visualmente, as figuras de bom gosto dispostas em quadros, as fotos – mágicas – espalhadas pelo cardápio entre tantos outros pequenos detalhes que nos encantam a cada encontro já justificariam algumas horas por lá.
Quanto ao cardápio, segue relato:
Michelli: Torta de nozes, por favor.
Garçom: As tortas de nozes acabaram.
Michele desesperada: Não acredito…
Michelli fazendo drama: Minha amiga aqui veio de Curitiba passar alguns dias em Brasília. Ela experimentou essa torta de nozes e ficou apaixonado por ela. O vôo dela é amanhã de manhã cedinho. Viemos porque ela disse que PRECISAVA comer mais uma vez essa torta antes de voltar para Curitiba…
Garçom comovido: Ta.. vamos ver se tem massa ainda lá na cozinha, se tiver, preparamos uma para ela..
(Obs.: prestar atenção na grafia dos nomes para distinguir os personagens)
Em vinte minutos chegava uma torta de nozes perfeita para ela. E, mesmo tendo se passado quase um ano, toda vez que a encontro, ela comenta:
“Ai… aquela torta de nozes…”
E só num lugar tão mágico assim você poderia encontrar o homem mais lindo do mundo. Aquele que faz a cabeça de metade das mulheres do ambiente pender para o lado e soltar suspiros. Maravilhoso e de cílios perfeitos, segundo palavras de minha mãe que listou o Daniel Briand entre os locais dignos de se conhecer em Brasília.
Volto sempre que o tempo me permitir e recomendo.
No meio da semana decidi que queria almoçar em um restaurante diferente, agradável e com comida gostosa. Lembrei que a Michelli costuma ir sempre ao Fulô do Sertão, então, decidi ir até lá para conhecer finalmente.
Os três adjetivos se ajustaram perfeitamente ao lugar. Chegando lá, encontramos o restaurante escondido na parte de trás da comercial, com decoração de chita, cores alegres e bonecos para fazerem companhia aos clientes. Mas o que me deixou mais contente foi a sombra!

O local das mesas, em mais um dos incontáveis “puxadinhos” das comerciais, fica coberto por uma sombra maravilhosa e com verde por todos os lados. E tem a rede! Ah, que pecado! Procurei nem chegar perto porque talvez não levantasse mais…
Chegando lá a dona nos recebeu com muita simpatia e anotou o pedido, afinal, o garçom distraído, não estava prestando atenção. Estava com a Cris, minha companheira de almoços, happy hours e afins, e, devido a nossa fome latente, decidimos por uma entradinha de mandioca com manteiga de garrafa e um prato executivo do menu semanal.
A mandioca veio, e, com a manteiga derretida, brilhava. Como tudo (ou quase tudo) que brilha é bom atacamos a porção farta que chegou. Em seguida, o prato principal, não menos farto, com feijão verde, arroz, salada, frango e farofa. Deliciosa a farofa, por sinal!
Depois de comer, sai satisfeita. Pela comida gostosa, pelo ambiente diferente e por tudo estar absolutamente agradável. Mesmo com a distração do jovem garçom, a simpatia no atendimento marcou mais. Agora falta conhecer a programação cultural noturna da casa que parece ser bem animada…

O Café A Capella é uma simpática casa localizada na comercial da 109 norte.
Este pequeno Café me conquistou com uma receita simples: cafés maravilhosos e três tipos de comida: sanduíches, tapiocas e cuscuzes.
Apesar de focar nesses três tipos de comidas, os pratos da casa são muito gostosos. Vamos começar pelas tapiocas: não deixe de provar a tapioca de carne seca com queijo coalho. É uma delícia clássica da culinária nordestina. Da mesma forma, a tapioca de queijo coalho com goiabada (eu só aconselho que pessoas não tão chegadas a doce, como eu, dividam a tapioca com goiabada). Mas a tapioca não acaba nos recheios tradicionais do nordeste: a combinação de peito de peru com tomate seco e muçarela de búfala também cai muito bem!

Os paninis de pão de queijo da casa também são muito apetitosos. Já provei o de carne seca com cream cheese e o de tomate seco com queijo coalho. Estão aprovados. Só o de goiabada com cream cheese que veio um pouco frio… Deve ser uma falha pontual, não é mesmo?
E o cuscuz… Nossa, eu achei muuuito bom o cuscuz de carne seca com… adivinhem? Queijo coalho! Fazer o que, né, gente? A combinação dá certo. Mas há outras opções de cuscuz, que devem ser muito boas, seguindo o padrão da loja.
Quanto aos cafés, há uma grande variedade de cafés, capuccinos, chocolates quentes… Deixo destaque para o chocolate quente cremoso. Não saia de lá sem provar.

Por fim, quanto à preocupação que tem rondando os corações dos quatro amigos do emgula, o atendimento do estabelecimento, podem ir no Café A Capella sem medo, pois a pequena equipe de lá está bem preparada para receber os clientes.


