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Diga me quem o que comes e te direi quem és. Ou, ao menos, como anda sua saúde.

 

Por isso, após pecar muito no Mc Donald´s e/ou genéricos, bate aquele peso no estômago na consciência de que está na hora de repensar meus hábitos alimentares e cuidar melhor do corpo, afinal, segundo estudos científicos*, já não basta ter a mente sã pro corpo estar sã.

(*estudos científicos = termo genericamente utilizado para se embasar alguma explicação da sua própria cabeça de uma forma que trasnpareça seriedade e impessoalidade ou para citar algo que você leu em alguma revista de algum salão-consultório-escritório -livraria-cafeteria do aeroporto -e-afins, mas não lembra ao certo nem quem disse, nem quando, muito menos onde.. mas lembra que era algo mais ou menos assim, caso não tenha sido um lampejo de sabedoria de sua mente em alguma tarde de sono)

 

E nesse redemoinho de culpa, arrependimento e promessas de ingerir mais coisinhas verdes – legumes, verduras, sem ser coquetéis alcóolicos – busco minha redenção – será também salvação? – num cantinho todo verde e florido – não somente no buffet, mas também em seus arredores – da 102 norte.

Por influência de um amigo que desafia os limites da paciência – a minha com a sua infindável teimosia, e a dele por suportar a mim e a minha teimosia (droga! confessei!) em nossas intermináveis discussões – conheci o Flor de Lótus.

 

O grande diferencial é que o Flor de Lótus não é apenas um excelente restaurante. O Flor de Lótus é um verdadeiro templo para purificar seu corpo. Com um buffet composto por comidas – todas!! – orgânicas cuidadosamente preparadas para não apenas saciar sua fome, mas também para você relembrar como deveria ser um corpo saudável. Lá você descobre que não é o almoço que dá sono, mas o que você come no almoço. E que é possível comer muuuito e sair leve e bem disposta.

 

E estudos científicos* indicam indícios de que há uma relação entre o fato das pessoas se alimentarem corretamente e seu comportamento mais calmo e sereno. Até hoje, não presenciei por lá nenhuma daquelas cenas tão comuns em churrascarias com pessoas gritando, crianças hiperativas desafiando a própria vida correndo por entre homens portando espetos de ferro, risadas histéricas e todo o tumulto da vida urbana que tanto aprecio.

Além do ambiente calmo, você redescobre o senso de civilidade ao perceber que as pessoas seguem as indicações das placas que pedem para que lave as mãos antes de se servir e evite falar e conversar próximo à comida.

 

E você aprecia uma comida gostosa, saudável e colorida enquanto se informa sobre os últimos cursos de meditação, yoga, observação de pássaros silvestres e toda essa onda new age em cartazes espalhados pela parede. E se prestar atenção, descobrirá o curso “Danças Devocionais Indianas” para, no seu apartamento na Asa Norte, realizar, de turbante,  uma dança em agradecimento a SHIVA ou BRAHMA (não, pra Bohemia não pode!) pela última colheita de pequi. Tudo envolto e cercado por árvores, arbustos e flores num ambiente bucolicament eperfeito pela ausência dos insetos comuns no campo. A combinação perfeita entre as vantagens do urbano e da natureza-mãe.

 

Fica a dica: vale a pena experimentar o creme de maçã na sobremesa. Sublime!

E assim, saio de lá sempre com a sensação do corpo desintoxicado e a fome satisfeita. Pronta e restabelecida para a jornada de fast-food na correria da semana que se inicia.

Recomendo e volto sempre!

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