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Na nossa busca por “um bar para chamar de meu” começamos a percorrer os bares da cidade agora com os sentidos aguçados para encontrar um lugar que nos acolha bem. Começamos por estes:

Bar Brasília

bar brasilia

O ambiente logo de cara chama atenção pelo tipo de público. Pessoas com mais de 30 anos, com espírito e (algumas) com corpinho de bem menos idade. A decoração conta com armários de farmácia e lustres de um banco do início de século passado, o que dá ao bar uma sensação de se estar em um tradicional bar carioca/paulista. Apesar da simpatia dos garçons deixar a desejar, os produtos oferecidos no cadápio nos deixaram bem satisfeitos: o chopp Brahma delicioso e na temperatura ideal foi o campeão. Ainda, o croquete de carne e a costelinha (segundo os demais integrantes da equipe) estavam ótimos! Para os mais chegados aos sabores do cerrado, o bar oferece pastel de carne com aroma de pequi.  Quanto aos demais quesitos:

- Estacionamento: muito bom. São muitas vagas e não é difícil estacionar bem próximo ao bar.

- Ambiente com personalidade: atende.

- Cardápio: muito bom. Típico de bar e com qualidade.

- Atendimento bacana: Razoável.

- Música: não tem.

Godofredo

No inverno os sofazinhos na parte interna são a melhor pedida. É mais aconchegante ficar pertinho dos amigos no conforto das almofadas. O clima é o charme do lugar. É agradável, muito alegre e, por mais contraditório que seja essa característica num bar, é leve. Os garçons são jovens, ágeis e bastante simpáticos. Os frequentadores também são jovens, porém sem aquela típica faceta escandalosa, vulgar e sem cérebro dos barzinhos da moda (deu para entender né?). São pessoas com quem, numa primeira vista, você sabe que se iniciarem uma conversa elas sempre terão algo interessante a dizer. E, para quem gosta de apreciar os mais variados tipos de cerveja, o bar oferece um cardápio bem sortido, com bebidas nacionais e de outros países.

Quesitos:

- Estacionamento: Razoável. É preciso deixar o carro um pouco longe, afinal, numa comercial de bares, é praticamente impossível achar uma vaga próxima.

- Ambiente com personalidade: atende. Imagens de santos, uma escultura (ou amontoado) de velas derretidas, luzes de neon e tudo mais dão um ar intimista ao lugar.

- Cardápio: Variado e de qualidade. Vai desde a tapioca até a carne seca ou camarão na moranga. Ponto para esses últimos!

- Atendimento bacana: muito bacana!

- Música: tem. Em alto volume e muito bem escolhidas!

Mittelalter

medieval

A temática medieval é, sem dúvida, a característica mais peculiar do bar. O cardápio oferece pratos e bebidas com nome de dragão, veneno, poção, etc.  Oferece também diversos tipos de cerveja, hidromel e um chopp escuro com sabor que lembra café. Os copos também estão dentro da temática, por isso não se surpreenda se sua bebida for servido em um copo ou taça de alumínio.  O clima é bem agradável, com público, em sua maioria,  jovem e adepto de rock e roupas escuras. Ponto para os narguilés que a casa oferece com suas mais de 10 essências. Agora vamos aos quesitos:

- Estacionamento: Apesar de ser na comercial, na maioria das vezes é possível encontrar uma vaga por lá.

- Ambiente com personalidade: atende. Além da decoração com elmos, máscaras e afins, o bar conta com apresentações de dança e de música celta/medieval.

- Cardápio: não tão variado, mas oferece boas opções e com nomes bem interessantes.

- Atendimento bacana: atende!

- Música: tem. Músicas medievais, com bastante gaita de fole, alaúde e flautas.

Update: O espaço subterrâneo do bar tenta reproduzir (com sucesso) o clima de uma taberna . Paredes com revestimento de pedra, mesas de madeira rústica e o recepcionista que mais parece vindo de um filme do Zé do Caixão dão todo um ar de parece fazer você voltar aos tempos da idade média. E é lá que acontecem os espetáculos de música e dança (há cobrança de couvert).

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E por mais que sua vida seja um tanto quanto bohemia boêmia, e não importa o quanto você goste de conhecer lugares diferentes com pessoas diversas – que realmente valem a pena serem conhecidas – e seus diversos pratos que nos engordam o corpo e a consciência que pesam um pouco mais a cada dia, chega um momento na vida da pessoa em que nos cansamos dessa vida agitada e tudo o que queremos é um cantinho para aquietar e chamar de meu. Começamos a desejar a segurança do lugarzinho marcado, de ser conhecido pelo nome e de ter a alegria tranquila da rotina previsível. Cansamos das filas, do medo da decepção, da frustração de ser mal atendido e do arrependimento de ter arriscado aquele nome exótico do cardápio.

É.. vida de avulso é bom, mas cansa.

Por tudo isso, surgiu o projeto: “Em busca de um bar para chamar de MEU”.

E, que seja registrado, depois de pular de bar em bar, não é fácil aquietar em apenas um. A fidelidade é uma virtude e, como toda virtude, exige sacrifício e força de vontade. E isso é para os fortes.

E para um bar conquistar para sempre – mesmo sendo apenas eterno enquanto dure – nossos corações volúveis, há uma lista de aspectos a serem analisados:

- estacionamento legal porque temos – exceto eu – apego pelo carro

- cardápio porque sempre estamos com fome

- atendimento bacana, afinal, estamos sempre chamando o garçom

- música porque adoramos cantar junto e dançar

- ambiente com personalidade porque não precisa ser bonito, desde que tenha estilo.

É, rapaz… pra ser chamado de “MEU” tem que fazer por onde!

Não percam os próximos capítulos dessa saga “em busca de um bar para chamar de meu”. E que a sorte e moderação estejam conosco. Ah sim, e o bom senso também.

BacoNapoletana

Há muito freqüento a pizzaria Baco na Asa Norte, ali na 309, no bloco mais de baixo, em frente à pracinha. A pizzaria faz uma das melhores pizzas de Brasília e a carta de vinhos apresenta vinhos acessíveis ao bolso. E já tem algum tempo que eu tenho ouvido falar na tal da Baco Pizza Napoletana, porém, nunca tinha tido a oportunidade de ir ao local.

Pois bem. Hoje, sexta-feira, um dia bonito, estava com vontade de almoçar algo bem gostoso. Entrei no Quero Comer para ver se tinha alguma promoção interessante e me deparei com o Baco Pizza Napoletana, onde você escolhia o primeiro e segundo prato e ainda tinha direito a escolher uma sobremesa tudo por R$24,20. E lá fui eu conhecer a casa, na 206 sul.

O restaurante é pequeno, não deve comportar 50 pessoas. O pé direito é baixo, o chão de cimento queimado, a parede com pátina, tudo bem rústico, dando um toque de sul da Itália. Logo que entrei notei um salão bem barulhento (pois era pequeno e estava cheio – bom sinal!) e um pouco desorganizado, o que me fazia lembrar um pouco mais a Itália. E não, essa memória não é um elogio. As confusões dos italianos não são muito divertidas depois de uma semana.

Uma das grandes vantagens da casa, e que eles chamam atenção, é  a possibilidade de pedir pequenos pratos para degustar mais de um por refeição. São mini-porções de massas ou carnes que custam em torno de R$13,00, das quais pode-se comer 2 ou 3 porções, dependendo da fome. Mais do que isso só se for muito glutão.

Logo que me sentei, pedi uma taça de vinho branco e fui escolher os meus primo e secondo piati. Para primeiro prato, escolhi o pappardelle com polpetines. O molho era muito bom, a massa estava com um ótimo ponto e os polpetines (ou mini-almôndegas) estavam bem preparados, com recheio de queijo.  Porém, não me chamou muito a atenção. Estava bom. Ponto.

O segundo prato que pedi foi o filé à parmigiana com nhoque de batatas. Tal qual o primeiro prato estava bom. Mas nada especial. O filé à parmigiana do Beirute dá de dez! Finalmente, pedi a sobremesa – morango com chantilly. Acho que foi a melhor parte do almoço. O chantilly era muito bom e eles colocaram um pouco de alecrim por cima do creme. Ficou muito boa a combinação. (A imagem não é da sobremesa do restaurante – roubei no flickr.)

MorangoChantilly

No final das contas, acredito que a idéia é muito interessante, porém achei um pouco salgado para um almoço promocional: R$24,20 + R$10,50 da taça de vinho + 10%  = R$38,17. Pelo mesmo preço pode-se comer muito bem em outros lugares de Brasília.

A casa é interessante, mas talvez valha mais a pena ir ao jantar e experimentar uns 4 tipos diferentes de prato com outra pessoa acompanhando.

camaroesbeiramar

No último final de semana fui conhecer uma das mais novas casas de frutos do mar de Brasília: Camarões Beira Mar, inaugurado em maio desse ano. A casa é originária de Fortaleza. Uma boa origem para frutos do mar. Quem me conhece sabe que sou fissurado por crustáceos e afins – com grandes destaques para camarões e lagostas. Porém, infelizmente, a qualidade das casas do ramo em Brasília estava muito decaída.

Lembro-me de quando era mais novo e ia ao Bargaço, com seu atendimento impecável e comida maravilhosa. O camarão ao catupiry e a lagosta ao termidor me faziam subir aos céus. Porém o tempo passou, criaram uma esquizofrenia em Brasília chamada Pontão (ok, o lugar é agradável, mas não tem nada a ver com Brasília!!! O que é aquele mini arco do triunfo iluminado de roxo na entrada??). Neste famigerado lugar abrigaram uma filial do Bargaço. Fui duas vezes lá. E nunca mais volto! O atendimento era péssimo. Para conseguir um garçom era necessário fazer malabarismo. A espera por um simples suco levava mais de 20 minutos. E o pior: a maravilhosa lagosta não era mais maravilhosa! Se entregarem uma lagosta pro meu avô, que até hoje só fez carne frita na cozinha, ele frita e fica gostoso. Mas eles conseguiram fazer uma lagosta ruim!!! E absurdamente cara e desproporcional para a pequena quantidade que traziam!

Bom, registrado o meu grande descontento, vamos à nova esperança chamada Camarões Beira Mar. Localizada no Setor de Clubes Sul, com endereço esquisitíssimo (acho melhor você dar uma olhada no mapa) próximo ao Cota Mil e à ASBAC, o restaurante fica no último andar de um prédio, cujo térreo é uma academia de ginástica. Eu achei estranho inicialmente, porém, já estava lá mesmo, segui a diante. Quando entro tenho uma grande surpresa. A decoração é ótima! Tem um lounge logo na entrada, com sofás bonitos e, aparentemente, aconchegantes. Decoração com murais de ferro, esculturas, lustres belíssimos. E, o que mais me agradou, o grande terraço com um linda vista para o Lago Paranoá.

Estamos no mês de Julho e isso, em Brasília, à noite, significa bastante frio. O terraço então pode significar uma má ideia. Mas não! Eles tinham aquecedores a gás! Além de ficar no terraço, com a bela vista do Lago, ainda tomei um espumante gelado pra acompanhar a entrada de camarões empanados, com côco ralado tanto na mistura da farinha frita, quanto por cima, in natura, acompanhando um chutney de manga. Delicioso!

Finalmente, a prova do pudim é na hora de comê-lo: pedi a lagosta ao molho bechamel, acompanhando batatas e arroz branco (pedi para remover as passas). Muito boa! A quantidade é farta, a demora pelo prato não é muito longa, a apresentação é boa e o sabor é excelente! E a relação custo benefício achei ótima: um prato de lagosta para três pessoas estava em torno de 120 reais (não lembro exatamente o preço).

lagosta beiramar

Recomendo a todos conhecer esse novo restaurante que promete ser o destaque das novidades desse ano! Principalmente se vocês forem fãs de frutos do mar, como eu sou!

P.S.: O nome do restaurante mudou para Coco Bambu. Na época que o post foi escrito ele ainda se chamava Camarões Beira Mar. Continuo frequentando o restaurante, ele continua muito bom, com exceção que está bastante cheio agora e é bem demorada a espera por uma mesa.

Na Men’s Health desse mês tem uma reportagem sobre os benefícios da culinária japonesa (sim, eu leio Men’s Health e já acho que é uma ótima iniciativa pra manter meu físico invejável).

São três páginas inteiras falando dos benefícios do salmão e do atum (com suas proteínas e ômega 3), do gengibre e da alga (ótimos antioxidantes, pra combater os radicais livres), e do perigo de exagerar no shoyu, por causa do sódio (prefira sempre a versão light).

Pois bem, hoje de tarde fui comer uma comida saudável no Jap’s (214 norte). Minha escolha: Temaki de salmão skin com molho teriaki. A pelinha de salmão era frita. E o temaki estava muito salgado (to até agora bebendo água).

É. Acho que não consegui aproveitar todos os benefícios da culinária japonesa.

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Fica a dica…

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