You are currently browsing the monthly archive for agosto 2009.
Domingo é dia de almoçar com a família ou com os amigos, não é? Também é comum que seja um dia mais descontraído, em que não queiramos nos preocupar tanto com o que vamos vestir. E penso que combina mais com uma cerveja ou refrigerante, do que com um vinho francês (estou preparado pras críticas).
Pois bem, quero indicar um lugar ótimo pro almoço de domingo: o Gibão, do Parque da Cidade, uma casa especializada em pratos nordestinos. Ela fica localizada próximo ao Centro Hípico do Parque. Lá encontramos uma variedade pequena, mas satisfatoria, de pratos nordestinos.
Primeiramente não posso deixar de falar sobre o queijo coalho assado na brasa. É muito gostoso. Eu sempre peço como petisco para comer enquanto a comida é preparada. Mas carro chefe da casa é mesmo a carne de sol, feita na churrasqueira. O prato de carne de sol (que eles dizem servir duas pessoas, mas que já alimentou quatro da minha família) vem acompanhado de arroz, feijão de corda, paçoca de carne, vinagrete, cheiro verde cortadinho e mandioca (pode ser salgada ou frita). Pode-se, também, escolher galeto ao invés da carne de sol.

Além disso, as instalações são simples, porém limpinhas. É tudo muito sem frescura. O atendimento é super eficiente e tudo chega bem rápido. Eu recomendo!
(Ah, e tem parquinho pras crianças brincarem.)
Um belo dia estava passeando pelo fim da Asa Norte, buscando um lugar pra comer antes de ir pro cursinho. Na comercial da 316 norte, ia de bloco em bloco buscando algum lugar que me acolhesse e me desse apenas alguns minutinhos de tranqüilidade antes das três horas e meia de direito civil que me aguardavam. E lá fui eu, entrando nos locais mais ermos do fim dessa asa norte, em busca de algum conforto. Na minha primeira tentativa me aventurei numa padaria. Nas prateleiras não havia nada, apenas coxinhas frias, guaranás quentes. Próximo bloco. Do lado de trás outra lanchonete com um mundo de mesas vazias. Entrei pra olhar e vi os olhos do dono, atrás do balcão, se encherem de esperanças. A mesma coisa. Salgados frios, que seriam esquentados no microondas quando eu fosse comer. Saí da lanchonete me sentindo desolado. Perto de mim passavam pessoas estranhas e oprimidas… Ouvi um gato miando bem de longe. No canto da comercial havia uma mulher descabelada, moradora de rua, que levava seus pertences em um carrinho de supermercado. Olhou bem em meus olhos e disse, quase gritando: “Devolva-me! Quero meu gatinho de volta! Você sabe do que estou falando!”

gatinho
Senti medo e fugi. Nesse momento me senti mal. Estava sozinho, com medo, com fome. E havia três horas de prescrição, decadência e afins a me esperar. Foi nesse momento que ouvi uma música ao fundo me dizendo: “Instead of feeling sad, be glad! There’s someone who loves you!” Eu conhecia aquela voz, era a Madeleine Peyroux! Fui ver de onde vinha aquela música que me chamava. Ao dar a volta no bloco, encontrei um garçom que estava arrumando a decoração externa. Arrumando as gaiolas, colocando as frutas e os pratos na mesa…

Era um restaurante chamado Panelinha. Nas proximidades da loja havia um jardim muito bonito. Pedi o cardápio para ver e me agradou. Havia vinhos a preços acessíveis, panelinhas de carne de sol, de frutos do mar… Mas estava com pressa agora! Afinal, o tempo urge, e tinha de me apressar pro tão temido direito civil.

Voltei na mesma semana e descobri um ótimo restaurante. Comi uma carne de sol muito gostosa, com arroz, mandioca cozida, vinagrete e farofa. A música estava perfeita. O ambiente é muito acolhedor! Como estava frio, havia pequenos fogareiros com brasas ao lado das mesas. É bom encontrar lugares especiais, né?
Panelinha: comida boa, música boa e segurança para os perigos da vida. Eu recomendo!
