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Na 506 sul, ali perto daquela praça onde queimaram um índio há alguns anos atrás, está localizado um dos bares mais famosos da cidade – ou seria da capital? – acompanhado da fama de melhor chopp, eleito pela Veja Brasília há não sei quantos anos consecutivos. (Ps. Não leio a Veja)

 

Foi numa dessas noites sem chuva que acabamos marcando de nos encontrar por lá e foi consideravelmente mais fácil encontar um lugar bacana para deixar o carro que encontrar um lugar legal para sentar: bar lotado, todos – como nós - atrás de um bom chopp.

 

Bar perfeito para se discutir – filosoficamente – sobre os porquês e o sentido da vida. Ou então para reclamar do chefe, das contas e de todas essas responsabilidades da vida adulta: tipicamente um bar de gente mais velha.

 

E como após os quarenta passamos a ser mais criteriosos, o local é todo cheio de um estilo clássico, contido e sério. Sem luzes piscantes e coloridas em neon, bebidinhas high-tech com fumacinha azul ou garçons vestidos de anjo-mensageiro-do-amor-e-carteiro-do-correio-elegante. Resumindo: bar pra tomar uma dose de uísque caro saboreando um charuto cubano. Mas é o chopp que corre solto pelas mesas. Deve ser por conta da lei anti-fumo.

 

A decoração do local é feito quase que todo de coisas de museu: um armário de farmácia da década de-muito-tempo-atrás, algumas coisas do antigo prédio do Banco do Brasil, outras coisinhas da Caixa Econômica. Falta me a memória para descrever precisamente, mas lembro que tudo vinha de outros estados e eram todas coisas de “Era uma vez, há muito tempo atrás”. E tudo ficou incrivelmente gracioso e aconchegante no bar.

 

Sentamos na parte interna do bar e logo percebemos que somos – visivelmente e de forma constrastante – a mesa mais jovem do bar naquela noite. O garçom nos olha meio desconfiados, com uma cara de “será que eles têm dinheiro pra pagar?”. Havia muito tempo que não me sentia desacreditada desse tanto. Lembrei os tempos da  faculdade.

 

Logo pedimos ao garçom:

- Um chopp!

- Pra mim também!

- Três!

Então, o garçom olha na direção do quarto elemento e pergunta:

- Chopp?

- Não, obrigado. Quero um suco de laranja.

Nunca tinha visto um olhar de desaprovação tão forte como nesta noite. Logo que o garçom se afasta, desando a dizer:

- Putz, Gustavo! A gente tá aqui tentando botar moral no garçom e você pede suco de laranja??? Ah não!! Assim você acaba com a gente! Ele vai achar que você é menor de idade!! Agora estamos sem moral, viu como ele te olhou??

 

E assim continuamos bebendo e petiscando pelo resto da noite. E realmente o chopp de lá é deliciosamente bom.

(Ps2. o tamanho da foto tá bom? =p)

 

 

Valentina

Confesso ser um grande fã da grande metrópole brasileira: São Paulo. Vez ou outra me pego sentindo saudades da grande diversidade cultural e gastronômica que aquela cidade oferece. Não, não sou um chato que adora São Paulo e menospreza Brasília. Gosto muito de Brasília e acho um lugar muito agradável para se morar. Porém, apesar de estar contente com a crescente melhora da oferta brasiliense, ainda não podemos competir com a presteza e o dinamismo que observamos na capital paulistana.

Nesse final de semana tive o prazer de ir mais uma vez à casa de pizza Valentina Pizzaria, na 214 norte, lugar que me faz sentir um gostinho de São Paulo, desde o atendimento eficiente até o sabor da pizza.

A casa tem um ambiente interno e outro externo – com um importantíssimo detalhe para pessoas que não gostam de cigarros: o ambiente externo está dividido entre ambiente fumante e não-fumante, deixando ambos os tipos de pessoas mais à vontade. A decoração do restaurante foi muito bem pensada. Podemos acompanhar, atrás de um grande balcão, a elaboração das pizzas. No salão interno da casa podemos ver ainda uma adega climatizada que traz um charme ao ambiente, além de assegurar a boa temperatura dos vinhos.

Valentina 2

O atendimento foi bem eficiente. Assim que nos sentamos nos foi entregue o cardápio, juntamente com a carta de vinhos – um ponto positivo, pois, geralmente, temos que pedir aos garçons pela carta de vinhos. Eu sempre gosto de olhar os vinhos oferecidos pela casa, preços, mesmo que eu não vá tomar no dia, para que eu possa saber se o local apresenta uma boa diversidade e preços razoáveis para se apreciar uma taça ou outra de vez em quando.

Depois de escolhida, a pizza chegou a nossa mesa em menos de 15 minutos! Considero um recorde na história das pizzarias brasiliense. Mais rápido que isso só nas pizzarias Molho de Tomate e Dom Bosco, onde as pizzas ficam prontas na vitrine.

Forno Lenha

Fizemos um pedido bastante comum, mesmo que a oferta de pizzas fosse bastante diversificada: a pizza pedida era metade calabresa tradicional (que não tinha queijo) e metade portuguesa. O sabor da pizza era sublime! A abundância dos ingredientes, muito bem selecionados, juntamente com o bom azeite disponível na mesa, trouxe uma ótima combinação.

A relação custo-benefício foi boa. Mesmo que o preço da pizza não seja dos mais baratos (a conta deu quase 40 reais pra duas pessoas, sem bebida alcoólica), o serviço, o ambiente e o delicioso sabor da pizza fazem da Valentina Pizzaria classificar-se para DELICIEM-SE com louvor. Nada como um bom atendimento!

AVISO: caros leitores, não se assustem com o ódio reprimido que perceberão nessas linhas. Seu destinatário é o Pedro Felipe, não vocês…

Atendendo a um pedido encarecido de meu “amigo”, Pedro Felipe (AKA Pedroka), fui ao seu aniversário na creperia Tio Gu Café, que fica localizada na comercial da 413 Sul.

tiogucafé

Bem, o que posso dizer?

Vamos começar pelo nome? “Tio Gu Café Creperia”. É um nome curioso, pois é ao mesmo tempo uma creperia e um Café. Tirando o fato que é só uma creperia. Claro, tem café pra servir, mas não acho que ser um Café se dá apenas pelo fato de ter café no cardápio, não é gente?

Pesquisei no google e achei o blog deles, mas não encontrei o motivo do nome. Acho que a explicação é simples: os donos se auto-intitulam de Café por acreditarem que são, sim, um Café. Bem, eu que não vou discutir com eles. Afinal, não acho que exista uma avaliação criteriosa do que pode ou não ser considerado um Café, não é mesmo? No fim das contas é uma boa desculpa pra puxar assunto com o vizinho no elevador (“Qual sua opinião? o ‘Tio Gu Café Creperia’ é café ou creperia?”).

Bem, quanto à outra parte do nome, não há dúvidas: é efetivamente uma creperia. E muito competente, por sinal. Há uma grande variedade de crepes, cujos nomes remetem a praias brasileiras. Segundo seu site, são mais de 40 variedades e, se quiser, poderá aprender a preparar seu crepe com a equipe. Isso vocês vão ter de ver na prática, pois eu não pedi…

O ambiente é uma atração por si só. Há um surfista prateado pendurado no teto e umas obras de arte psicodélicas nas paredes. Na verdade, mais lembra um bar praiano… Só que é creperia (e café). E os garçons seguem a estilo “paz e amor” praiano. São simpáticos e relax.

Eu comi um crepe de calabreza com queijo. Gostei bastante. Só que preciso ainda abrir minha mente ao mundo dos crepes. Na verdade, acho que eles (os crepes em geral) são muito simples para custarem tanto. Meu colega de “emgula”, Gabriel, comeu um de camarão e vou deixá-lo falar pra vocês o que achou. Fique tranqulo, se você gostar de crepes, a casa será um prato cheio. É uma ótima alternativa à panelinha Crepe au Chocolat e C’est si bon.

Crepe doce

Outra coisa, fiquei com água na boca com os crepes doces. Tenho de voltar para provar!

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