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sweet cake

Lá vou eu falar sobre mais restaurante de comidinhas. Parece que a nossa nuvem de categorias aqui ao lado realmente vai ser dominada por esse assunto. A nova avaliação que faço é sobre o Sweet Cake. Depois de várias visitas, resolvi compartilhar esse lugarzinho, na 412 sul, com vocês.

vitrine

O lugar é novo e tem um ótimo aspecto de limpeza. Quase todo em branco, com vários espelhos para dar uma sensação de espaço mais amplo. A casa conta com dois balcões: um de salgados logo na entrada e outro de doces ao fundo. Além da boa impressão do espaço físico, os funcionários estão sempre sorridentes e simpáticos (algo que faz toda diferença).

O grande hit desse lugar, na minha concepção, apesar de se chamar Sweet Cake, é a religiosa* de camarão. A massa estava ótima e o recheio, nó**, é uma abundância de camarões grandes, com um molho que acredito ter um pouquinho (bem pouco) de dendê, lembrando um bobó. Olha, este é, definitivamente, meu salgado favorito na cidade. Na verdade, este é meu salgado favorito, ponto.

religiosa

Para a sobremesa não pude resistir: pedi um sweet cake de morangos com marshmallow. Um bolo branco, com camadas de creme com morangos, recoberto com  marshmallow e morangos – simplesmente divino!

bolo

O custo benefício é ótimo. Hoje, dia 11 de novembro, a religiosa custou R$ 6,50 e o mini-bolo R$ 10,00. Ou seja, um lanche que não sai tão caro, principalmente pelo que proporciona!

Então, seja você amante dos doces ou dos salgados, não perca essa grande experiência gastronômica: Sweet Cake.

*N.A.: Para que fique bem claro, a religiosa é um salgado que lembra uma esfirra fechada. Então, se qualquer pessoa disser que comeu uma religiosa, não leve pro mau caminho sem que você receba maiores informações do que se passou realmente.

**Nó: minereis. Diminutivo para Nossa Senhora Aparecida – interjeição de espanto ou apreciação.

cornhills

Outro dia eu estava passando tempo na Livraria Cultura (programa que eu adoro fazer, aliás) e me deparei com um livro de auto-ajuda, perdido na seção de gastronomia. O livro se chamava “Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas”. Ao ver esse título tão direto, achei que era um recado do “Universo” (parece que agora o Universo tá na moda, né?) pra mim e resolvi pegar pra folhear. Acabei comprando. A proposta do livro é muito simples e interessante. Basicamente, ele diz que reclamar de tudo (do trânsito, do clima, dos políticos, da vida como um todo) não é saudável, pois nos impede de curtir as coisas boas da vida. Após essa constatação, o autor nos propõe um desafio: que tal passar 21 consecutivos dias sem reclamar ou falar mal de alguém? Segundo ele, se conseguirmos passar os 21 dias sem reclamações, nós perderemos em grande parte esse hábito e passaremos a reclamar somente do que realmente é digno de uma reclamação. Seu método é simples: coloque uma pulseira no braço. Toda vez que você reclamar, troque ela de braço. Seu desafio é passar 21 dias sem trocá-la de braço.

Queridos leitores, comecei o desafio há um mês e, hoje, completo 3 dias sem trocar a pulseira de braço! Acho que dessa vez conseguirei meus 21 dias (wish me luck!)…

Pois bem, dito isto, começo minha resenha sobre o Cornhills Coffee, uma simpática casa de american/british breakfast, localizada na comercial da 202 sul. Sua proposta é servir cafés elaborados e chás ingleses de alto nível, como não se encontra na cidade. Há, também, várias opções de cafés da manhã americanos, com ovos mexidos, bacon crocante, pancakes com maple syrup, suco de laranja, frutas grelhadas…

 

2009111201923

Foto do prato, retirada de um site. O verdadeiro é diferente...

 

 

A proposta é muito boa! Mas lembremos que propostas sozinhas não dão resultados.

Sábado convidei amigos para conhecer o café e… Bem, como estou proibido de reclamar, vou apenas relatar os fatos. Tirem vocês suas conclusões. Aí vai:

- ao chegarmos, percebemos que havia um aniversário acontecendo, a casa estava cheia;

- um garçom nos informou que não tinha mesas disponíveis, apesar de haver duas mesas reservadas (eram 21h30);

- outro garçom nos deixou sentar à mesa e depois discutiu com o primeiro garçom;

- nossa mesa ficava no escuro, ao relento… A mesa da reserva-que-nunca-chegou tinha uma vela acesa… A nossa não;

- pedimos os pratos maravilhosos do cardápio, uns combos que tinham cafés/chás, sucos, e o breakfast (com ovos, bacon crocante, pancakes com maple syrup e frutas grelhadas), no momento do pedido pedimos que os cafés/chás viessem primeiro;

- o garçom voltou após uns 15 minutos e confirmou se queríamos que os cafés/chás viessem primeiro, e nós concordamos;

- os sucos chegaram primeiro;

- depois chegaram os cafés/chás;

- ficamos degustando nossos sucos com cafés/chás, sem comida alguma (alguns tentaram ver se era bom ficar revesando o café e o suco, tomando um gole de cada vez, o que não é recomendado);

- chegaram os pratos e dois vieram incompletos (sem os ovos);

- os bacons não eram crocantes, pois eram só gordura crua (no escuro, teve quem os confundisse com as bananas grelhadas):

- uma amiga que fez seu pedido depois, o recebeu perfeitamente, mas sem os talheres, que só chegaram uns 10 minutos depois, após muita insistência com os garçons;

- outra amiga que chegou depois pediu o cardápio, que nunca chegou;

- eu e essa amiga nos levantamos e fomos até o balcão; escolhemos um brownie e pedimos que levassem à mesa… ele nunca chegou.

Bem, gente, esses são os fatos. Tirem suas conclusões. As pancakes são gostosinhas até, mas não se arrisquem a sentar e pedir, pois não vale a pena. Se for o caso, peça pra viagem e saia o mais rápido da casa.

Por fim, quero protestar contra os empresários do ramo gastronômico de Brasília, que investem horrores na estrutura física de seus restaurantes e nada em treinamento de seus funcionários. É um absurdo! (ai, acho que terei de trocar a pulseirinha de braço…)

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