Brasília, felizmente, contém algumas pequenas pérolas para salvar a pele de aficionados por bebidas bonitas e saborosas. Uma dessas pérolas se encontra no Bloco A da 116 Norte. Alguns amigos me dizem que tenho uma opinião viesada por ser vizinho do Café, o que é uma pura inverdade! Se tivesse que atravessar a cidade para frequentar o Café, juro que o faria (assim como fazem todos meus companheiros de Blog).

O Café além do seu principal horário noturno, também funciona no horário do almoço e sempre tem dois pratos do dia (geralmente uma opção de carne bovina e outra de frango). Todas as vezes em que almocei lá, pedi uma taça de vinho para acompanhar e confesso que essa combinação é uma das que me fazem mais feliz nessa minha vidinha. A comida é bem gostosa e o vinho sempre cai bem com o tempero deles. O preço, devo advertir, não é dos mais baratos da cidade. A conta fica na faixa de 30 a 40 reais, o almoço com vinho e uma água para acompanhar. Mas, garanto, vale a pena.

O forte do Café, no entanto, é a noite. Devo advertir aos leitores que o público é composto pela cena alternativa de Brasília. Encontramos no café muitos jornalistas, designers, publicitários,  mas não só, obviamente. Jamais estão presentes (pelo menos eu nunca vi) a galerinha do tipo pit-boy e  patricinhas. Mas não se sinta amedrontado de frequentar o café. Até meus pais que são senhores membros da tradicional classe média de Brasília frequentam o café com muita alegria.

Vamos ao que interessa: as bebidas! Os destaques, na minha opinião, são a Caipiroska de Lima e a Marguerita (on the rocks, obviamente!).  O Gustavo é um grande fã do Cosmopolitan, que eu acho muito gostoso e bem preparado (algo difícil em Brasília), porém prefiro as bebidas mais ácidas. Existem muitas outras opções no cardápio e, de todas que provei, nunca me decepcionei nenhuma vez. Fora os coquetéis, o Café oferece cafés diversos, cervejas, vinhos, etc.

As comidinhas para acompanhar os drinks não ficam nem um pouco atrás da qualidade dos mesmos. O Savana tem deliciosas quiches e tortas (doces e salgadas) que deixa qualquer um com água na boca. Devo dar destaque à quiche Lorraine e à torta de bacalhau. Além disso, tenho que falar das sopas e caldos servidos na panhoca (aquele pão italiano redondo e grande): uma delícia!

Finalmente, o atendimento. Bem, ainda estamos em Brasília e, apesar de o atendimento ser razoável para a cidade, ainda tem muito a ganhar. Vemos que quando a casa está cheia (principalmente nas noites de sexta e sábado) o número de garçons é insuficiente para a demanda dos clientes. Mas, quase sempre que vou lá, sou atendido pela simpaticíssima garçonete Carol. Mas calma lá! A Carol também não é assim com qualquer um. Para conquistar o coração da moça tem que ir com carinho e sempre com muito respeito! Depois de um tempo que você estiver frequentando o café ela irá socializando um pouco mais e até, quem sabe, sorria pra você. Até lá, anda na linha, mermão!