Ahhh, la France! Um dos países que mais foi agraciado com as dádivas dos deuses em suas maravilhas gastronômicas. Apesar de ter descoberto ontem pelo Rodrigo Leitão (blog Gourmet Brasília) e pelo Michel Elias (coordenador do curso de gastronomia do IESB) que a maior parte das técnicas e serviços franceses foram copiados, acredito que foi uma das melhores cópias já feitas na história gastronômica do mundo! Ah! Se eu pudesse e meu dinheiro desse, eu comeria pelo menos uma vez por semana em um restaurante francês. Mas, como a situação do meu bolso e dos cardápios dos restaurantes desse tipo não estão muito compatíveis, a gente se contenta com o de vez em quando.
Todo ano, no meu aniversário, saio para almoçar ou jantar em algum lugar especial. Nesse ano não foi diferente: fui ao Toujours Bistrot, na 405 sul, no horário do almoço. Já tinha comido o cassoulet de lá uma vez e adorei! De todos que já comi, só perde pro que a minha mãe faz.
A decoração do restaurante tem inspiração na Provence francesa, com aqueles móveis brancos, pátinas, toalhas quadriculadas verdes e vasos com lavanda, em um ambiente com uma boa iluminação natural e duas fontes de água que parecem trazer uma calma ao ambiente.
O serviço foi bastante prestativo, com garçons disponíveis o tempo todo e a presença do maître por todo salão pareceu coordenar muito bem a atuação dos mesmos.
Mas, vamos ao que interessa: a comida! Conversei com o gerente da casa, o Benildo, que me trouxe umas informações importantes sobre os ingredientes usados nos pratos. Os pães de campanha do couvert, por exemplo, são comprados na Boulangerie e, acompanhando os pães veio um terrine delicioso (cuja base é de lombo de porco, bacon e fígado de frango). Foi uma entrada maravilhosa para acompanhar um sauvignon blanc chileno que pedimos.
Como prato principal, mesmo depois de muita dúvida e indagação, eu não resisti e pedi o confit de canard (que nada mais é que a coxa e sobrecoxa do pato, escrito em francês) que vinha com o molho da própria banha do pato, que fica confinado por 4 horas para apurar o sabor. O confit veio deitado em uma cama de maravilhosas batatas salteadas na manteiga! A batata fica molhadinha com o molho do pato… Delícia! A apresentação de todos pratos que já comi lá era impecável, como deve ser na cozinha francesa.
De sobremesa, como não podia deixar de ser em um restaurante francês, pedi o crème brûlée que tanto adoro. Toda vez que como não consigo não lembrar que um dos prazeres da vida para a Amélie Poulin era quebrar o açúcar cristalizado que vem por cima da sobremesa!
O Toujours definitivamente vai pro “Deliciem-se”! Aliás, fica aqui essa super dica pro dia dos namorados, mas sejam precavidos e façam reservas antes (o telefone de lá é o 3242-7067)!




3 comentários
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12/06/2010 às 8:47
Vanessa
OLá Gabriel! Concordo com quase tudo que você disse. Mas, no meu dia, a entrada não tava empolgante. Tava “boazinha”. Principalmente o pão, muito sem graça!! Em nada lembrava os pães franceses. Eu fui bem no começo do ano, talvez eles tenham mudado a origem do pão.
Mas, fora esse detalhe, o resto todo foi muito bom. O meu post tá aqui http://www.blogdenosdois.com/2010/04/toujours-bistrot-405-sul-brasiliadf.html e tem mais fotos, caso alguém queira mais alguma opinião e ver mais alguns dos muito bem apresentados pratos.
Beijocas!
Vanessa
14/06/2010 às 0:49
Gabriel Gontijo
Oi, Vanessa!
O pão no dia que eu fui estava ótimo. Me lembrou dos pães que eu comia na França mesmo. E a terrine também estava muito gostosa! E eu adooooro pão com sal e azeite. Então fui bem feliz com o couvert!
Eu já tinha lido seu post sobre o Toujours! Acho que é ótimo ter várias opiniões sobre os estabelecimentos de Brasília. Até pouco tempo não tinhamos nenhuma fonte pra buscar na internet.
Bom trabalho para nós!
Beijo!!
17/06/2010 às 17:38
Lulupeters
Eu queria morar no Toujours! Acho o ambiente maravilhoso!