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Projeto meu bar: Godofredo (update)
12/07/2010 in Amigos, Barzinho, Comidinhas | by Camila | 10 comentários
O bar das cervejas exóticas, garçons simpáticos e ambiente agradável perdeu um de seus principais atrativos: o preço. Não que fosse tão baixo anteriormente, mas o que estão cobrando agora tornam impraticáveis as idas frequentes ao local.
O chopp com gosto de mel, meu pedido habitual, teve aumento de pelo menos 30% no preço (bem poderia ser na quantidade…). Além disso, o camarão e a carne de sol na moranga aumentaram absurdamente! Se optarem por um dos dois é melhor não estar com tanta fome e chamar pelo menos mais 5 amigos para dividi-lo.
O post é curto mesmo, apenas para informar o novo padrão de preço da casa e a minha ausência mais prolongada em visitar o estabelecimento. Humpf!
Para mais informações, leiam o que já publicamos sobre o bar.
Café Savana
06/04/2010 in Barzinho, Café, Comidinhas | by Gabriel Gontijo | 9 comentários
Brasília, felizmente, contém algumas pequenas pérolas para salvar a pele de aficionados por bebidas bonitas e saborosas. Uma dessas pérolas se encontra no Bloco A da 116 Norte. Alguns amigos me dizem que tenho uma opinião viesada por ser vizinho do Café, o que é uma pura inverdade! Se tivesse que atravessar a cidade para frequentar o Café, juro que o faria (assim como fazem todos meus companheiros de Blog).
O Café além do seu principal horário noturno, também funciona no horário do almoço e sempre tem dois pratos do dia (geralmente uma opção de carne bovina e outra de frango). Todas as vezes em que almocei lá, pedi uma taça de vinho para acompanhar e confesso que essa combinação é uma das que me fazem mais feliz nessa minha vidinha. A comida é bem gostosa e o vinho sempre cai bem com o tempero deles. O preço, devo advertir, não é dos mais baratos da cidade. A conta fica na faixa de 30 a 40 reais, o almoço com vinho e uma água para acompanhar. Mas, garanto, vale a pena.
O forte do Café, no entanto, é a noite. Devo advertir aos leitores que o público é composto pela cena alternativa de Brasília. Encontramos no café muitos jornalistas, designers, publicitários, mas não só, obviamente. Jamais estão presentes (pelo menos eu nunca vi) a galerinha do tipo pit-boy e patricinhas. Mas não se sinta amedrontado de frequentar o café. Até meus pais que são senhores membros da tradicional classe média de Brasília frequentam o café com muita alegria.
Vamos ao que interessa: as bebidas! Os destaques, na minha opinião, são a Caipiroska de Lima e a Marguerita (on the rocks, obviamente!). O Gustavo é um grande fã do Cosmopolitan, que eu acho muito gostoso e bem preparado (algo difícil em Brasília), porém prefiro as bebidas mais ácidas. Existem muitas outras opções no cardápio e, de todas que provei, nunca me decepcionei nenhuma vez. Fora os coquetéis, o Café oferece cafés diversos, cervejas, vinhos, etc.
As comidinhas para acompanhar os drinks não ficam nem um pouco atrás da qualidade dos mesmos. O Savana tem deliciosas quiches e tortas (doces e salgadas) que deixa qualquer um com água na boca. Devo dar destaque à quiche Lorraine e à torta de bacalhau. Além disso, tenho que falar das sopas e caldos servidos na panhoca (aquele pão italiano redondo e grande): uma delícia!
Finalmente, o atendimento. Bem, ainda estamos em Brasília e, apesar de o atendimento ser razoável para a cidade, ainda tem muito a ganhar. Vemos que quando a casa está cheia (principalmente nas noites de sexta e sábado) o número de garçons é insuficiente para a demanda dos clientes. Mas, quase sempre que vou lá, sou atendido pela simpaticíssima garçonete Carol. Mas calma lá! A Carol também não é assim com qualquer um. Para conquistar o coração da moça tem que ir com carinho e sempre com muito respeito! Depois de um tempo que você estiver frequentando o café ela irá socializando um pouco mais e até, quem sabe, sorria pra você. Até lá, anda na linha, mermão!
Projeto meu bar – Café São Jorge
01/03/2010 in Barzinho | by Michelli | 7 comentários
Há uma máxima no Ministério do Turismo de que os brasileiros não conhecem as belezas de seu próprio país. O que não deixa de ser tão absurdo quando se pensa nas dimensões extra large de nossa terrinha-quase-continente. Algo quase digno de uma redução de estômago, mas impedida por nossa menina-moça-tantas-vezes-violada Constituição. Bastou para o fim dos diversos movimentos separatistas “o Sul é nosso país! Mas se São Paulo quiser, será bem vindo”. Isso sem falar que pra viajar é preciso dinheiro e, bem, há a tal das desigualdades sociais gritantes e cinematográficas indicadas ao oscar de melhor filme estrangeiro.
Fato é que realmente conhecemos pouco o que nos é – muitas vezes – próximo. É longe de casa que pensamos “não posso ir embora de Salvador sem subir e descer demais a ladeira. Mas quando a ladeira está na nossa própria cidade, bem, não fazemos tanta questão. No livro “Banquete” de Platão, Sócrates diz que paixão é falta. Somos apaixonados por tudo aquilo que nos falta e não nos pertence. E quando, enfim, a possuímos, viramos de lado e cochilamos já cansados e quase enjoados. Ou como dizem, a grama do vizinho sempre é mais verde. Ou mais íngrime a ladeira.
Depois de se aventurar e falar tanto nos bares de outros bairros, paro para falar um pouco sobre o Café São Jorge, localizado quase no quintal de casa, na 101 do Sudoeste-não-há-vagas-nunca-para-estacionar. Uma quadra em que é quase impossível definir os limites exatos dos bares-lotados-de-segunda-a-segunda que se estendem lado a lado por toda a comercial. Barzinho estiloso, aconchegante e confortável, mesmo amontoadinho entre tantos outros.
Nunca vazio, mas ao mesmo tempo, nunca lotado a ponto de não se conseguir mais mesas para sentar. Sentamos e pedimos o de sempre: um bom e gelado chopp. Nos telões distribuídos pelo bar, o dvd Antena 1 FM. Nada como assistir clips toscos de músicas adoráveis entre um chopp e outro. Belisco uma porção de pastel gorduroso que me faz lembrar os bares da avenida Munchen da época da faculdade. Uma noite perfeitamente nostálgica.
Entre conversas sobre a vida, estilo filosofia-de-bar, chamamos o garçom para reclamar que o quibe veio totalmente tostado. Tentei, mas estava intragável. Recebo um pedido de desculpas e o cancelamento do pedido sem nenhuma palavra de agressão ou de tentativa de justificativa. Tenho realmente uma boa vizinhança, penso. Talvez devesse estreitar laços e valorizar mais o que está aqui ao lado. Pedimos a conta e terminando a noite no bar de um bairro distante. Acabo me deixando levar pela falta. Preciso mesmo é aquietar e logo.
Chego em casa e registro: chamar sempre pelo garçom Wanderson do Café São Jorge. Atendimento perfeito, algo raro nesta cidade. Adormeço e acordo às quatro da madrugada apreensiva. Esqueci algo fundamental que aprendi nesta noite. Tomar dois copos de água antes de dormir. Evita a ressaca. Funcionou.
Anote: garçom Wanderson e dois copos de água antes de dormir. O fim das suas dores de cabeça.
Volto e recomendo.
Projeto meu bar: Chopp Time
18/02/2010 in Barzinho, Comidinhas | by Camila | 8 comentários
Aberto no final de 2009, a franqueada de Ribeirão Preto chama atenção logo de cara pela presteza dos garçons. Viva! Um lugar com bom atendimento! Ao chegar ao bar você logo é recebido com um “Boa noite, procuram mesa? Para quantos?”. E basta seu copo ficar vazio que logo você escuta: “aceita mais um chopp?”. Sim, continuarei com a campanha por um melhor atendimento nesta cidade e não vou deixar de destacar sempre que encontrar um lugar que assim o ofereça (já que são poucos).
Devidamente encaminhados para a mesa, ficamos só no clássico pedido de barzinho: chopp com aperitivo. O preço é um tanto quanto salgado, R$4,49 pela tulipa comum de chopp Brahma claro e dez centavos mais pela de chopp claro com suco de limão. O aperitivo também é salgado no preço, mas o tempero estava no ponto. São deliciosos os bolinhos de mandioca com carne seca!
Depois de alguns chopps e de tentar fazer a leitura labial pra saber qual música o Djavan estava cantando no telão, deixamos o estabelecimento contentes tanto pela estada quanto pelos efeitos do álcool. Cheers!
Projeto meu Bar: Beirute
13/02/2010 in Amigos, Barzinho | by gustavocarneiro | 3 comentários
Brasília é uma cidade jovem e grande. Com mais de 2 milhões de habitantes e menos de 50 anos, essa cidade é única.
Não sei como ocorre nas outras cidades do país, mas aqui é muito comum que mais da metade de seus amigos tenha vindo de outros lugares do Brasil. Assim como, que a outra parte, que é brasiliense, ainda guarde uma grande ligação com os lugares de origem de suas famílias. Sinto falta de tradições brasilienses. Talvez ainda não tenha dado tempo de se construir uma identidade brasiliense (frise-se que nunca ouvi ninguém em meu círculo de amizade chamar bicicleta de “camelo”, a gíria brasiliense mais propagada pelos que escrevem sobre esse assunto).
Mas talvez já existam algumas iniciativas importantes. Considero o Bar Beirute (localizado na 109 Sul) um exemplo de tradição brasiliense. Apesar de não ser um bar freqüentado por todos os brasilienses (algo impossível), com 44 anos, ele se tornou um ponto de referência. É só se falar em Beirute, que algumas ideias vêm à cabeça. O filé a parmigiana. O Diabo Verde. A cerveja gelada. O parquinho para as crianças. Os garçons com seus ternos vinhos. A bagunça. Mas acho que a característica que pula à cabeça quando se fala em Beirute, é o seu público.
Não se sabe exatamente como aconteceu, mas em algum momento de seus 46 anos de história, o Beirute foi atraindo o público gay da cidade. O bar, em si, não é gay nem trata diferentemente seu público de acordo com sua orientação sexual. Durante a semana, é possível encontrar famílias almoçando, executivos curtindo um happy hour, um grupo de amigas patricinhas, conversando à vontade ou crianças brincando no parquinho. No entanto, ao lado dessas figuras tão comuns em qualquer outro bar da cidade, é comum que se encontre, também, a “tribo” GLS (e uso essa expressão na falta de encontrar uma melhor). Ah, sim… Nas noites do fim-de-semana, o bar é dominado pelos gays, fazendo esquentas para as festas.
Acho o Beirute um ótimo bar. A bebida está sempre gelada e o atendimento é rápido e eficiente. O cardápio é repleto de opções gostosas de comida pra ajudar o álcool a não bater forte. E está sempre cheio de gente, o que é muito importante para um bar que se preze.
De dia, ele também não faz feio como restaurante. Tem pratos muito gostosos a preços justos (ai, que filé a parmigiana gostoso…).
A casa tem tudo pra continuar por muito tempo fazendo sucesso na cidade. E acho que é isso que vai acontecer mesmo. Há alguns anos, inauguraram outra filial na 107 Norte, que tem feito muito sucesso também e que conseguiu manter o “jeito” Beirute.
Bem, vamos avaliar o bar pelos quesitos do nosso “Projeto meu bar”?
- Ambiente com personalidade: atende (e o público tem papel importante nisso).
- Cardápio: muito bom.
Atenção especial para: o Quibe frito, o Quibeirute (todos falam dele, mas eu não acho tão especial), o combinado de quibe cru, com pão sírio, homus, coalhada seca e o Filé a Parmigiana.
- Atendimento bacana: Bom (menos nos fins de semana à noite, quando o Bar fica entupido e o atendimento, compreensivelmente, decai um pouco).
- Música: não tem.
Faisão Dourado
05/12/2009 in Barzinho, Carnes, Tradicional | by Gabriel Gontijo | 7 comentários
Para os que acham que o pessoal do EmGula só frequenta ambientes refinados e cheios de glamour em Brasília, estou aqui para provar o contrário – fomos a um dos botecos mais pé-sujo da nossa Capital Federal: o Faisão Dourado. Aliás, não só fui, como vou frequentemente a esse barzinho da 314 Sul.
Primeiramente, quero deixar muito claro que nossa avaliação está sempre voltada para o dilema de que cada estabelecimento deve cumprir o que se propõe. Quando entramos em um restaurante mais refinado e caro, esperamos ser tratados com pompa e presteza. Porém, ao sentar em um boteco que com 50 reais pode-se alimentar 5 famílias, não queremos que o garçom puxe nossas cadeiras antes de sentarmos.
Tendo isso esclarecido, vamos à avaliação desse bar que tem como adorno ao redor de suas mesas pombas que, se você não ficar esperto, pulam na sua mesa para comer restos de comida (sim, já presenciei essa cena). Esse lugar é, definitivamente, para pessoas que não sofrem de TOC com limpeza. As mesas de plástico muitas vezes são colocadas em chão batido, há um excesso de moscas, presença constante de vendedores de dvds, bugigangas coreanas, além de alguns pedintes. Claro que as mesas e cadeiras são de plástico e a grelha (que você passa ao lado ao ir para o banheiro) não merece uma visita. Ou seja, o lugar é realmente pé-sujo.
Agora, obviamente não é por essa parte que eu sou frequentador assíduo do Faisão. Durante o dia o ambiente é familiar e não é raro encontrar famílias fazendo seus almoços de fim de semana no bar/restaurante. Uma coisa é certa no lema deles: a fartura é fundamental. Os pratos individuais são mais do que suficientes para alimentar 2 pessoas. Se vocês estiverem em três e não forem daquelas realmente boas de garfo, vale a pena pedir o prato individual – ele é realmente farto (clique nas fotos abaixo para ver melhor o tamanho do prato de contra-filé individual).
E não é só a fartura que chama atenção nos pratos. Eles são realmente muito gostosos. Eu, geralmente, peço a picanha deles que é deliciosa. Acompanha a picanha arroz, feijão preto, vinagrete, batata frita e, se não me engano farofa de ovos. Da última vez que fui pedi o contra-filé e posso dizer: não decepcionou! Estava delicioso! Veio acompanhando arroz, feijão tropeiro, farova de ovos, vinagrete e batatas fritas.
E, o melhor de tudo, a conta. Uma porção dessa, enorme, com mais dois refrigerantes e taxa de serviço deu R$37,40. Dividindo por dois dá menos de 20 reais por pessoa pra se comer muito bem. Então, se você gosta de carne e quer experimentar uma das melhores de Brasília não pense duas vezes, vá ao Faisão Dourado que você não irá se arrepender!
Projeto meu bar: Bar Brasília
29/10/2009 in Amigos, Barzinho | by Michelli | Deixe um comentário

Na 506 sul, ali perto daquela praça onde queimaram um índio há alguns anos atrás, está localizado um dos bares mais famosos da cidade – ou seria da capital? – acompanhado da fama de melhor chopp, eleito pela Veja Brasília há não sei quantos anos consecutivos. (Ps. Não leio a Veja)
Foi numa dessas noites sem chuva que acabamos marcando de nos encontrar por lá e foi consideravelmente mais fácil encontar um lugar bacana para deixar o carro que encontrar um lugar legal para sentar: bar lotado, todos – como nós - atrás de um bom chopp.
Bar perfeito para se discutir – filosoficamente – sobre os porquês e o sentido da vida. Ou então para reclamar do chefe, das contas e de todas essas responsabilidades da vida adulta: tipicamente um bar de gente mais velha.
E como após os quarenta passamos a ser mais criteriosos, o local é todo cheio de um estilo clássico, contido e sério. Sem luzes piscantes e coloridas em neon, bebidinhas high-tech com fumacinha azul ou garçons vestidos de anjo-mensageiro-do-amor-e-carteiro-do-correio-elegante. Resumindo: bar pra tomar uma dose de uísque caro saboreando um charuto cubano. Mas é o chopp que corre solto pelas mesas. Deve ser por conta da lei anti-fumo.
A decoração do local é feito quase que todo de coisas de museu: um armário de farmácia da década de-muito-tempo-atrás, algumas coisas do antigo prédio do Banco do Brasil, outras coisinhas da Caixa Econômica. Falta me a memória para descrever precisamente, mas lembro que tudo vinha de outros estados e eram todas coisas de “Era uma vez, há muito tempo atrás”. E tudo ficou incrivelmente gracioso e aconchegante no bar.
Sentamos na parte interna do bar e logo percebemos que somos – visivelmente e de forma constrastante – a mesa mais jovem do bar naquela noite. O garçom nos olha meio desconfiados, com uma cara de “será que eles têm dinheiro pra pagar?”. Havia muito tempo que não me sentia desacreditada desse tanto. Lembrei os tempos da faculdade.
Logo pedimos ao garçom:
- Um chopp!
- Pra mim também!
- Três!
Então, o garçom olha na direção do quarto elemento e pergunta:
- Chopp?
- Não, obrigado. Quero um suco de laranja.
Nunca tinha visto um olhar de desaprovação tão forte como nesta noite. Logo que o garçom se afasta, desando a dizer:
- Putz, Gustavo! A gente tá aqui tentando botar moral no garçom e você pede suco de laranja??? Ah não!! Assim você acaba com a gente! Ele vai achar que você é menor de idade!! Agora estamos sem moral, viu como ele te olhou??
E assim continuamos bebendo e petiscando pelo resto da noite. E realmente o chopp de lá é deliciosamente bom.
(Ps2. o tamanho da foto tá bom? =p)
Projeto meu bar: Barcelona
23/09/2009 in Barzinho | by Michelli | 4 comentários

E durante uma das muitas e intermináveis discussões filosóficas – com algumas agressões gratuitas à minha pessoa por parte de um sujeito que não convém citar (ou falar sobre) por agora- que se iniciam pela manhã no gmail e se estendem por horas e horas até terminar tudo virando um samba do afrodescendente portador de sequestros neurais compulsivos, surgiu o pretexto de “acertar detalhes da viagem” para nos encontrarmos pessoalmente num final de noite de uma sexta feira qualquer.
Sexta, 22:30h, no Barça.
E era ainda 22h quando estava eu assim, daquele jeito, esparramada e cheia de preguiça, sentindo cada um de todos os anos de vida que me pertencem, enquanto zarpeava pelos canais de televisão, decidida a passar uma noite de sexta digna de alguém que trabalha arduamente todos os dias úteis da semana. Foi quando o celular tocou.
- Mi?
- Oi
- Bora?
- Tenho preguiça..
- Levanta, 1, 2!
Fácil assim me convencer. E justo na sexta do Globo Repórter sobre adoção! Troco de roupa com toda a minha preguiça e saio de casa para ser a primeira a chegar no bar. Um se distraiu comprando flores, outra sai atrasada de casa, outro tava junto com o que perdeu as horas distraído com as flores, outro tava junto com a que saiu atrasada de casa e outra – de novo! – num blind date.
Peço uma mesa para seis ao garçom e sou prontamente atendida. Ambiente agradável, cheio de estilo em seus cantos e recantos: quadros, pinturas, bandeiras, entre tantos outros detalhes a serem percebidos ao longo das demais visitas ao local. Bem frequentado, naquela quantidade de pessoas que é suficiente para encher o local sem torná-lo desagradável e intransitável. Já que bar vazio é um tanto quanto deprimente e acabo me sentindo quase que encenando Amy em sua decadência e falta de senso.
Música ambiente naquele volume alto o suficiente para que você consiga identificar a música- quem sabe até cantar junto -, mas que ainda lhe permite conversar com as pessoas sem ser aos gritos e utilizando técnicas de mímica.
Dentro dos padrões brasilienses, o atendimento se destaca pela educação, rapidez e prontidão. E do cardápio experimentamos algumas coisinhas quentes e outras tantas frias. Tudo MUITO bem preparado e acompanhado de molhos deliciosos. Carpaccio divino, bem temperadinho. Croquete de frango perfeito, tanto quanto o de queijo – apesar de algumas divergências no grupo. Sobremesa de mousse de chocolate espetacular. Só não recomendo a porção de azeitonas recheadas – excessivamente salgadas.
Quanto às bebidinhas, fiquei só na coca por – além da preguiça – estar dirigindo. Mas “petisquei” alguns goles de vinho branco, espumante e sangria nas taças dos outros. Taças lindas, leia-se.
Por fim, apenas o preço não tão acessível que nos faz deixar assim – fácil-fácil – algo em torno de quarenta reais por três horas de consumação, o que se dirá nos dias em que se quer perder a noção do tempo numa mesa de bar petiscando e bebendo até o apagar das luzes – seja do bar ou da sua consciência. Enfim, lugarzinho estilo gigolô: bonitinho, divertidinho, mas custa caro sustentar.
Por tudo isso só o chamo de Barcelona. Falta me recursos financeiros e coragem para ser íntima a ponto de chamá-lo de “Barça”.
Projeto: meu bar – parte I
25/07/2009 in Barzinho | by Camila | 10 comentários
Na nossa busca por “um bar para chamar de meu” começamos a percorrer os bares da cidade agora com os sentidos aguçados para encontrar um lugar que nos acolha bem. Começamos por estes:
Bar Brasília

O ambiente logo de cara chama atenção pelo tipo de público. Pessoas com mais de 30 anos, com espírito e (algumas) com corpinho de bem menos idade. A decoração conta com armários de farmácia e lustres de um banco do início de século passado, o que dá ao bar uma sensação de se estar em um tradicional bar carioca/paulista. Apesar da simpatia dos garçons deixar a desejar, os produtos oferecidos no cadápio nos deixaram bem satisfeitos: o chopp Brahma delicioso e na temperatura ideal foi o campeão. Ainda, o croquete de carne e a costelinha (segundo os demais integrantes da equipe) estavam ótimos! Para os mais chegados aos sabores do cerrado, o bar oferece pastel de carne com aroma de pequi. Quanto aos demais quesitos:
- Estacionamento: muito bom. São muitas vagas e não é difícil estacionar bem próximo ao bar.
- Ambiente com personalidade: atende.
- Cardápio: muito bom. Típico de bar e com qualidade.
- Atendimento bacana: Razoável.
- Música: não tem.
Godofredo
No inverno os sofazinhos na parte interna são a melhor pedida. É mais aconchegante ficar pertinho dos amigos no conforto das almofadas. O clima é o charme do lugar. É agradável, muito alegre e, por mais contraditório que seja essa característica num bar, é leve. Os garçons são jovens, ágeis e bastante simpáticos. Os frequentadores também são jovens, porém sem aquela típica faceta escandalosa, vulgar e sem cérebro dos barzinhos da moda (deu para entender né?). São pessoas com quem, numa primeira vista, você sabe que se iniciarem uma conversa elas sempre terão algo interessante a dizer. E, para quem gosta de apreciar os mais variados tipos de cerveja, o bar oferece um cardápio bem sortido, com bebidas nacionais e de outros países.
Quesitos:
- Estacionamento: Razoável. É preciso deixar o carro um pouco longe, afinal, numa comercial de bares, é praticamente impossível achar uma vaga próxima.
- Ambiente com personalidade: atende. Imagens de santos, uma escultura (ou amontoado) de velas derretidas, luzes de neon e tudo mais dão um ar intimista ao lugar.
- Cardápio: Variado e de qualidade. Vai desde a tapioca até a carne seca ou camarão na moranga. Ponto para esses últimos!
- Atendimento bacana: muito bacana!
- Música: tem. Em alto volume e muito bem escolhidas!
Mittelalter
A temática medieval é, sem dúvida, a característica mais peculiar do bar. O cardápio oferece pratos e bebidas com nome de dragão, veneno, poção, etc. Oferece também diversos tipos de cerveja, hidromel e um chopp escuro com sabor que lembra café. Os copos também estão dentro da temática, por isso não se surpreenda se sua bebida for servido em um copo ou taça de alumínio. O clima é bem agradável, com público, em sua maioria, jovem e adepto de rock e roupas escuras. Ponto para os narguilés que a casa oferece com suas mais de 10 essências. Agora vamos aos quesitos:
- Estacionamento: Apesar de ser na comercial, na maioria das vezes é possível encontrar uma vaga por lá.
- Ambiente com personalidade: atende. Além da decoração com elmos, máscaras e afins, o bar conta com apresentações de dança e de música celta/medieval.
- Cardápio: não tão variado, mas oferece boas opções e com nomes bem interessantes.
- Atendimento bacana: atende!
- Música: tem. Músicas medievais, com bastante gaita de fole, alaúde e flautas.
Update: O espaço subterrâneo do bar tenta reproduzir (com sucesso) o clima de uma taberna . Paredes com revestimento de pedra, mesas de madeira rústica e o recepcionista que mais parece vindo de um filme do Zé do Caixão dão todo um ar de parece fazer você voltar aos tempos da idade média. E é lá que acontecem os espetáculos de música e dança (há cobrança de couvert).
Projeto: meu bar
20/07/2009 in Barzinho | by Michelli | 2 comentários

E por mais que sua vida seja um tanto quanto bohemia boêmia, e não importa o quanto você goste de conhecer lugares diferentes com pessoas diversas – que realmente valem a pena serem conhecidas – e seus diversos pratos que nos engordam o corpo e a consciência que pesam um pouco mais a cada dia, chega um momento na vida da pessoa em que nos cansamos dessa vida agitada e tudo o que queremos é um cantinho para aquietar e chamar de meu. Começamos a desejar a segurança do lugarzinho marcado, de ser conhecido pelo nome e de ter a alegria tranquila da rotina previsível. Cansamos das filas, do medo da decepção, da frustração de ser mal atendido e do arrependimento de ter arriscado aquele nome exótico do cardápio.
É.. vida de avulso é bom, mas cansa.
Por tudo isso, surgiu o projeto: “Em busca de um bar para chamar de MEU”.
E, que seja registrado, depois de pular de bar em bar, não é fácil aquietar em apenas um. A fidelidade é uma virtude e, como toda virtude, exige sacrifício e força de vontade. E isso é para os fortes.
E para um bar conquistar para sempre – mesmo sendo apenas eterno enquanto dure – nossos corações volúveis, há uma lista de aspectos a serem analisados:
- estacionamento legal porque temos – exceto eu – apego pelo carro
- cardápio porque sempre estamos com fome
- atendimento bacana, afinal, estamos sempre chamando o garçom
- música porque adoramos cantar junto e dançar
- ambiente com personalidade porque não precisa ser bonito, desde que tenha estilo.
É, rapaz… pra ser chamado de “MEU” tem que fazer por onde!
Não percam os próximos capítulos dessa saga “em busca de um bar para chamar de meu”. E que a sorte e moderação estejam conosco. Ah sim, e o bom senso também.











