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Para quem não está muito disposto a se esbaldar e pagar caríssimo comendo comida japonesa em algum buffet da cidade, uma boa opção é o Hajimê, na quadra 100 do Sudoeste.
O lugar é bem simpático, e, nisso também incluam-se os atendentes. A comida é paga por peso e existem dois preços, um para pratos quentes (34 reais o quilo) e outro para os frios e os camarões (58 reais o quilo), e giram por volta de 50 reais o quilo. Eles oferecem variedades de sushis, sashimis (salmão, polvo, pescada branca e atum), yakissoba, camarões fritos e empanados, enfim, o básico da culinária japonesa do Brasil – sério mesmo, a gente aqui anda meio distante da verdadeira cozinha nipônica, né!
Então, fica a dica para os dias em que aparece aquela vontade de comer comida japonesa boa, rápida e pagando exatamente pela quantidade que comer. Hai, hai!
PS: acabo de saber que a casa é 24 horas. Um diferencial e um alento para quem precisar procurar comida japonesa de madrugada para uma grávida desejosa (ok, péssima essa!)
Certa vez, quando era criança, um de meus melhores amigos de infância, o Lucas, me contou da melhor pizza do mundo! “Isso mesmo, Gustavo, é a melhor pizza do mundo e é baratinha! Eu sempre como uns 6 pedaços porque peço duplo…”. Em minha cabeça fiquei imaginando como seria a tal pizza. Qual seria o tal gosto extraordinário da melhor pizza do mundo e o que a faria diferente.
Um dia, quando voltávamos da chácara do Lucas, o pai dele resolveu levar a criançada pra comer na Dom Bosco. Chegamos numa lojinha feinha na 107 sul. De diferente do resto da quadra era só aquele amontoado de pessoas. Tinha de tudo: paletós, minissaias, tênis, havaianas…
No balcão diversas pizzas chegavam para ser imediatamente fatiadas e servidas a uma pequena multidão. Logo novas estavam sendo servidas e todos ficavam satisfeitos.
“Tio, acho que vou querer uma de calabreza…” falei.
“Que isso, Gustavo! Só tem um sabor: de queijo com molho de tomate. Prova, que você vai gostar! E pega pedaço duplo porque você vai querer mais…” me disse o Lucas, o guia da experiência gastronômica.
“Tá bom… Vou querer o pedaço duplo e um caçulinha, tio.”
E foi assim que conheci a Dom Bosco. Dois pedaços de pizza bem quentes formando um sanduíche em uma mão e uma garrafa de guaraná caçulinha na outra. O queijo escorreu, queimei a boca, fiz lambança. Me diverti bastante com o Lucas e seus irmãos e saí satisfeito.
Tá certo que no fim das contas não achei que fosse a melhor pizza do mundo. Mas pra mim ela sempre será lembrada como a melhor pizza do mundo para o meu melhor amigo de infância.
PS: a pizzaria Dom Bosco está comemorando 50 anos este ano, assim como a capital. Ela já está aqui em Brasília desde muito antes desses que chegaram para saquear nossa cidade, como temos visto nos recentes escândalos da política local. Vamos comemorar o cinquentenário de Brasília e trabalhar para exercer nossa cidadania conscientemente. Tenho certeza de que se fizermos nosso dever de casa, esses maus tempos passarão. E nesses novos tempos, sem as decepções de hoje, os brasilienses que ainda chegarão poderão comer a “melhor pizza do mundo”.
Parabéns, Pizzaria Dom Bosco! Parabéns, Brasília!

O local escolhido para minha estreia no Blog é a Pizzaria Molho de Tomate, na comercial da 403 Sul.
Receita simples e eficaz: fatia de pizza a 1 real e estabelecimento aberto das 10h às 5h. Com essa combinação simples, a pizzaria se tornou a melhor opção para matar a fome depois das baladas na Corte.
A pizza não impressiona em suas qualidades gastronômicas, mas cumpre o que promete: há sempre uma nova fornada quentinha saindo do forno para matar a fome.
O ambiente também é acolhedor. Tá bom, na verdade há apenas um balcão com um monte de gente amontoada para conseguir seu pedaço de pizza. Mas a aparência é bem melhor que a de sua concorrente direta, a Dom Bosco.
Contam pontos positivos o fato de a lanchonete ser bem freqüentada, mesmo de madrugada. Fato raro em Brasília. Explico-me: nessa cidade após a meia noite, somente vemos sujeitos mal-encarados ou mulheres descabeladas falando coisas desconexas vagando pelas ruas. A população de bem está entre quatro paredes – casa, restaurantes, boates ou motel.
É isso. Molho de Tomate, uma ótima opção pra matar a fome de madrugada.


