You are currently browsing the category archive for the ‘Italiano’ category.

BacoNapoletana

Há muito freqüento a pizzaria Baco na Asa Norte, ali na 309, no bloco mais de baixo, em frente à pracinha. A pizzaria faz uma das melhores pizzas de Brasília e a carta de vinhos apresenta vinhos acessíveis ao bolso. E já tem algum tempo que eu tenho ouvido falar na tal da Baco Pizza Napoletana, porém, nunca tinha tido a oportunidade de ir ao local.

Pois bem. Hoje, sexta-feira, um dia bonito, estava com vontade de almoçar algo bem gostoso. Entrei no Quero Comer para ver se tinha alguma promoção interessante e me deparei com o Baco Pizza Napoletana, onde você escolhia o primeiro e segundo prato e ainda tinha direito a escolher uma sobremesa tudo por R$24,20. E lá fui eu conhecer a casa, na 206 sul.

O restaurante é pequeno, não deve comportar 50 pessoas. O pé direito é baixo, o chão de cimento queimado, a parede com pátina, tudo bem rústico, dando um toque de sul da Itália. Logo que entrei notei um salão bem barulhento (pois era pequeno e estava cheio – bom sinal!) e um pouco desorganizado, o que me fazia lembrar um pouco mais a Itália. E não, essa memória não é um elogio. As confusões dos italianos não são muito divertidas depois de uma semana.

Uma das grandes vantagens da casa, e que eles chamam atenção, é  a possibilidade de pedir pequenos pratos para degustar mais de um por refeição. São mini-porções de massas ou carnes que custam em torno de R$13,00, das quais pode-se comer 2 ou 3 porções, dependendo da fome. Mais do que isso só se for muito glutão.

Logo que me sentei, pedi uma taça de vinho branco e fui escolher os meus primo e secondo piati. Para primeiro prato, escolhi o pappardelle com polpetines. O molho era muito bom, a massa estava com um ótimo ponto e os polpetines (ou mini-almôndegas) estavam bem preparados, com recheio de queijo.  Porém, não me chamou muito a atenção. Estava bom. Ponto.

O segundo prato que pedi foi o filé à parmigiana com nhoque de batatas. Tal qual o primeiro prato estava bom. Mas nada especial. O filé à parmigiana do Beirute dá de dez! Finalmente, pedi a sobremesa – morango com chantilly. Acho que foi a melhor parte do almoço. O chantilly era muito bom e eles colocaram um pouco de alecrim por cima do creme. Ficou muito boa a combinação. (A imagem não é da sobremesa do restaurante – roubei no flickr.)

MorangoChantilly

No final das contas, acredito que a idéia é muito interessante, porém achei um pouco salgado para um almoço promocional: R$24,20 + R$10,50 da taça de vinho + 10%  = R$38,17. Pelo mesmo preço pode-se comer muito bem em outros lugares de Brasília.

A casa é interessante, mas talvez valha mais a pena ir ao jantar e experimentar uns 4 tipos diferentes de prato com outra pessoa acompanhando.

 

villatevereindex

 

Manhã de sábado com chuva não é sinônimo de almoço na torre de TV. Por meio de uma ação coordenada por celulares e uma ação integrada da equipe do EmGula, os planos foram rapidamente modificados para um almoço no Villa Tevere. Flexibilidade, capacidade de adaptação e dinamismo são as tendências da atualidade.

 

- Posso ir de chinelinho?

- Hum… se for bonitinho, pode.. se for havaiana, não!

 

Compareci ao local em cima de saltos altos, fato excepcional para um final de semana, por retaliação de um dos membros da equipe nas negociações via ligação de celular.

 

Localizado na 115 sul – conhecida também como quadra da pupis – possui uma fachada esteticamente bela e três ambientes internos. Sentados numa mesa localizada no ambiente 3 – vide site www.villatevere.com.br – decorado com gaiolas vazias suspensas do teto numa forma muito lúdica, optamos pelo “picadinho do villa” do cardápio enquanto discutíamos as externalidades positivas de invasões de áreas públicas – como o ambiente em questão, também chamado de  ”puxadinhos”  nos meios de comunicação brasilienses - pelos estabelecimentos em quadras comerciais. Um “puxadinho” de muito bom gosto, por sinal.

 

Num ambiente “bucolicamente”  agradável, com atendimento exemplar, fica a dica: evite mesas muito próximas à fonte localizada no centro, logo abaixo das gaiolas. Fontes costumam ter água e água costuma atrair mosquitinhos-sem-vergonha que adoram moças-sem-vergonha-com-as-pernas-de-fora.

 

Esteticamente belo desde a sua arquitetura quanto nos menores detalhes, o Villa Tevere pode ser considerado um exemplo de bom gosto tanto em seus ambientes internos, quanto no seu “puxadinho”. O picadinho é servido acompanhado de uma farofa de ovos divinamente deliciosa, digno o suficiente para justificar um salto alto em pleno sábado.

 

Volto, mesmo que o salto seja necessário, e recomendo.

 

 

 

bxk238961_coliseu-roma800

Em um restaurante, o ambiente e o atendimento são tão importantes quanto a comida. Essa sexta fui ao Restaurante Roma, na 511 sul, na via W3. Parece-me que seus 49 anos trouxeram alguma experiência ao estabelecimento.

Logo ao chegar fui muito bem recebido pelos garçons que prontamente me indicaram um lugar. Sentei-me. Comecei a reparar no ambiente ao meu redor. Não é nada muito sofisticado, mas o conjunto funciona: quadros da Roma antiga, colunas de tijolos aparentes, uma pequena cachoeira (ou fonte, pra quem preferir) com pedras e samambaias, no fundo do salão. Música instrumental, bem baixinha, ao fundo (destaque para a seleção musical, que contava com “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, ou, em sua versão brasileira dos anos 80, “O seu nome eu escrevi na areia/ A onda do mar apagou/ Em cada pôr de sol, a saudade incendeia,/ Meu coração…”). O ambiente é tão agradável que tem de cuidar pra não cochilar, hehe.

Os garçons estão sempre por perto e atentos. Não ficam perguntando nada. Mas ao menor sinal de olhos que o cliente faça, eles se aproximam para atender.

Trouxeram o cardápio, que me conquistou logo no início com o seguinte trocadilho, impresso no rodapé de todas as páginas: “Quem tem boca, vai ao Roma”.

Ao passar os olhos no cardápio, decidi-me pelo Filé à Parmegiana com arroz e fritas. Pedi também uma jarra de suco de laranja.

O prato chegou muito rápido, em menos de 15 minutos. A porção de carne é muito bem servida para duas pessoas. O garçom, com muita habilidade me serviu e foi pro seu canto. Nada de ficar tagarelando com os colegas. São realmente profissionais. O arroz e a batata frita estavam bons. Mas o filé estava divino, bem macio e com bastante molho. Ah, sim, o molho de tomate não estava nem um pouco ácido.

 

Houve um detalhe que eu achei muito legal: estava acabando meu prato, faltava a última garfada. O garçom ficou espreitando, de longe, olhando meu prato de rabo de olho. Assim que eu acabei e descansei os talheres, ele veio e buscou o prato, perguntando se desejávamos algo mais.

Sinceramente, Brasília precisa aprender com os garçons do Roma! Em quase todos os outros estabelecimentos da Capital pagamos muito mais caro e recebemos um atendimento sofrível.

Recomendo.

E não é por nada não, mas acho que o Roma estará por aí nos próximos 49 anos…

forno

Na sexta-feira o expediente é o mais longo da semana. Olhamos pro relógio de 10 em 10 minutos, na esperança de já ter passado pelo menos uma hora. Nessa lógica, o expediente normal que é de 8 horas é multiplicado por 6. Ou seja, trabalhamos uma sensação temporal de 48h em um só dia.

Particularmente, essa sexta-feira estava bastante irritante. A TIM estava com seu serviço fora do ar desde cedo da manhã  (e perdurou até o começo da tarde) e o livro que eu havia encomendado na Saraiva veio com diversas páginas em branco.

O intervalo para almoço no meio do dia veio para amenizar a situação. Eu estava determinado em comer algo gostoso, para afogar minhas mágoas na comida. Entrei no Quero Comer a fim de achar uma refeição saborosa e de bom custo e me deparei com o incrível desconto de 50% do Forno Benedetto: Filé com molho branco e risoto al parmiggiano (serve duas pessoas) de R$69,90 por R$34,95.

Imprimi meu cupom e segui pra lá. O restaurante fica em uma esquina da comercial da 311 norte. Ele é ajeitadinho. Nada muito sofisticado, nem especial. As cadeiras e mesas, pelo menos, são de madeira. Sentei, dei uma olhada no cardápio, reparei os pratos executivos por R$13,90, mas queria mesmo o Filé.

O garçon trouxe os pratos e os deixou no centro da mesa. Assim que a comida chegou (bem rápida), tivemos que ajudar o garçon que não conseguia nos servir pois ele não havia arrumado os pratos.

risoto

O risoto, prato italiano típico, é, tradicionalmente, feito com arroz arbóreo (foto acima).

Porém, para minha infelicidade, o tal risoto deles era feito de arroz branco (comum), al dente mal cozido. O tempero estava sem graça. O filé (cujo ponto, como na maioria dos restaurantes de Brasília, não foi perguntado) veio com as bordas torradas, com uma amostra grátis de molho branco por cima e quase sem sabor também.

Pensei: “pelo menos vou comer uma sobremesa pra salvar o dia”. Pedi o manjar de coco. Não tinha. Pedi, então, o pudim de leite. Achando que viria aquele pedaço de pudim tradicional, caseiro. Veio um pudim dentro de uma caixinha de plástico. Ok, não estava ruim. Mas também não estava dos melhores.

Paguei a conta e fui embora com uma pergunta que não parou de se repetir até hoje na minha cabeça: Como eles têm coragem de cobrar R$69,90 por esse pratinho fajuto?

Enquete

Em Gula no Twitter!

Números

  • 85,546 Acessos

Mais Estatísticas

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.