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Para quem não está muito disposto a se esbaldar e pagar caríssimo comendo comida japonesa em algum buffet da cidade, uma boa opção é o Hajimê, na quadra 100 do Sudoeste.
O lugar é bem simpático, e, nisso também incluam-se os atendentes. A comida é paga por peso e existem dois preços, um para pratos quentes (34 reais o quilo) e outro para os frios e os camarões (58 reais o quilo), e giram por volta de 50 reais o quilo. Eles oferecem variedades de sushis, sashimis (salmão, polvo, pescada branca e atum), yakissoba, camarões fritos e empanados, enfim, o básico da culinária japonesa do Brasil – sério mesmo, a gente aqui anda meio distante da verdadeira cozinha nipônica, né!
Então, fica a dica para os dias em que aparece aquela vontade de comer comida japonesa boa, rápida e pagando exatamente pela quantidade que comer. Hai, hai!
PS: acabo de saber que a casa é 24 horas. Um diferencial e um alento para quem precisar procurar comida japonesa de madrugada para uma grávida desejosa (ok, péssima essa!)
De todas as virtudes, talvez a mais difícil - em todos os aspectos – seja a fidelidade. Afinal, se ser infiel é ser esquecediço – pois, a fidelidade é a virtude da memória -, nem sempre ser fiel a algo ou alguém faz disso uma virtude ou até mesmo sinal de sabedoria. Não há como jurarmos por nossos sentimentos no futuro, já que isso é algo que foge do nosso controle e, mais que tudo, qual seria o sentido de se manter sempre fiel a algo que já perdeu seu significado? Ser fiel incondicionalmente já está mais para fanatismo que para virtude, já que esta sempre pede por bom senso e discernimento. (E talvez todos os males do mundo sejam consequências de problemas de semântica).
Não que eu fosse cliente a ponto de ser merecedora de um cartão-fidelidade-golden do Nippon -restaurante localizado na 403 sul-do-inferno-pra-estacionar e considerado por muitos ” o melhor japonês de Brasília” – mas costumava frequentá-lo no ano passado e ele figurava no meu TOP five da semana.
Como o forte de Brasília é o turismo gastronômico, nas duas semanas em que a-minha-mãe-preferida (aquela que me pariu) passou na minha casa (que na verdade é um apartamento) foi aquela correria bem-servida e calórica. E foi a noite de quarta do roteiro que reservei para passarmos uma hora na fila de espera do Nippon. A fila é o primeiro item do menu “entradas” do Nippon e costuma sempre variar de 40 minutos (nunca menos que isso) a uma hora.
Lá por volta de dez e pouco da noite, conseguimos uma mesa e daí pra conseguir ser atendida por um garçom levou mais um tempinho. Ultimamente, tenho sonhado com isso: http://fotos.estadao.com.br/restaurante-hi-tech-restaurante-alemao-substitui-garcons-por-computadores-e-trilhos,galeria,120,2972,,,0.htm?pPosicaoFoto=5. Na minha listinha do você-tem-direito-a-três pedidos, penso em substituir a paz mundial pelo atendimento high tech (que no fim, teria mais ou menos a mesma proporção de bem à humanidade – brasiliense, é claro. Mas não dizem tanto pra “pensar global e agir local”?).
Optamos pelo rodízio e preenchemos as folhinhas de pedidos com toda a fome de quem passou uma hora na fila. Como dizia Betinho, quem tem fome tem pressa. E parecia que só nós tínhamos fome e também pressa. Depois de mais uns vinte minutos, chegou algumas coisas que tínhamos pedido de entrada. Em seguida, o sashimi e sushi. Devido a minha aguçada capacidade de percepção e agilidade matemática, percebi que tinha algo estranho com o pedido. Das 21 peças de salmão que pedimos, só vieram 9. Foi quando eu fiz a imensa besteira de comentar isso ao garçom enquanto ele nos servia. Daí ele retirou o prato e levou pro sushiman contar de novo e consertar. Mais tempo de espera.
Pedi mais wassabi pro garçom e não tenho muita certeza se foi isso, minha reclamação das contas do sushiman ou minha mãe ter perguntado sobre o oshibori que eles não oferecem - ou tudo isso – que despertaram uma antipatia do garçom que resolveu meio-que-me-ignorar. E quando o chamei para reclamar que o missoshiru não veio, ele me aconselhou “pede de novo, então!”. Obedeci. Pede folhinhas de novo, preenche de novo, pede missoshiru de novo. Nova espera. De novo as coisas vindo fora de ordem. Entrada, sashimi, entrada, sushi, entrada. E nada de missoshiru. Mas aí já estavam limpando as mesas, apagando as luzes e fechando as portas.
Chamei o garçom pra pedir a conta e pedi pra “cancelar o missoshiru”, tipo aquela última chance de salvar sua dignidade depois de ter seu orgulho ferido. Fiquei a base de guaraná antartica mesmo. Fail total.
Já havia observado que a fachada de um prédio da comercial da 110 norte havia sido tomada por um restaurante novo. Como a dita fachada não era nem um pouco convidativa, pensei cá com meus botões: “Não deve sair nada barato uma rodada de sushi/sashimi nesse lugar”. Porém, fiquei curioso em conhecer o novo e imponente restaurante: Hachi. Ou Oito, traduzindo para o português.
No final da semana anterior fui ao Marvin, mandar ver em um delicioso burguer, que será pauta de um post futuro. Saindo de lá, passei em frente ao tal restaurante japonês. Olhei, desconfiado, para a porta de vidro vermelho, sempre fechada. Ao perceber que eu estava parado lá, o simpático dono, Humberto, abriu a porta e me convidou para entrar e conhecer a casa. Ele me mostrou o cardápio e ressaltou em alto e bom som que o restaurante dele abre todos dos dias do ano, sem exceção! Além disso, destacou o bom preço do rodízio no almoço: R$37,50. Agradeci e falei que voltaria.
Sábado sempre me inspira a sair pra jantar. Ok! Não é só aos sábados. São todos os dias da semana. Mas, usualmente, é quando tenho mais tempo disponível para fazê-lo. Esse sábado, entusiasmado em conhecer um novo restaurante e com a simpatia do Humberto, combinei com a Michelli e o Gustavo de irmos ao Hachi. Ao chegarmos, lá estava o seu Humberto na porta, recebendo as pessoas e esbanjando simpatia.
Ao entrar, percebe-se que o ambiente, apesar de não ter janelas para o mundo real, é bastante agradável. Com cores vermelhas se destacando sobre o preto e o branco. Os bonsais espalhados pelo restaurante e a Michelli vestida a caráter praticamente me fizeram sentir no Japão na Liberdade.
Para começar, nada melhor que conhecer o gyozá da casa como entrada. Tendo duas opções (salmão e lombo suíno), votamos no lombo. O pastelzinho de origem chinesa chegou quentinho. A massa poderia ficar um pouco (bem pouco) mais cozida, porém o conjunto estava delicioso. Em seguida, partimos para os sushis/sashimis. O combinado de sushis estava dentro do esperado. Já o sashimi de salmão só faltava dar saltos triplos de tão fresco que estava. Fazia tempo que eu não comia um sashimi tão fresco!
Após os frios, resolvemos pedir um Lamen de Camarão. Não, não é um macarrão instantâneo! Lamen é um tipo de sopa japonesa, que leva bastante macarrão em sua composição. O molho, o macarrão e, principalmente, o camarão estavam muito bons! A textura do camarão na medida certa: nem borrachento, nem dissolvendo. E o tempero era ótimo!
Para encerrar com chave de ouro, pedimos um tempura misto, de camarão, lula e legumes. Os tempuras de lula e de legumes estavam muito bons. Porém, mais uma vez devo destacar o camarão: estava sublime! Não sei que espécie de camarão ou tempero eles usam, só sei dizer que eles estavam muito saborosos.
Pedida a conta, contabilizamos os prejuízos: 64 reais para cada um. Um pouco salgado, mesmo para um restaurante japonês. Porém, dois itens fizeram com que o restaurante se destacasse: os camarões e os sashimis de salmão. Ainda volto lá para ver como é o buffet de almoço deles. Porém, não tão cedo – precisamos fugir do domínio japonês nos nossos posts e valorizar um pouco mais a terrinha!
PS: Desculpem a falta de fotos. Ainda haverá um dia em que eu me lembrarei de levar a câmera pros restaurantes!
Atualização: Fui com a Michelli ao buffet durante o almoço. O salmão continua com seu frescor inigualável! E existe uma boa variedade de sushis e pratos quentes. Continuo recomendando!

Fui a segunda a chegar ao Nanbei ( http://emgulaqueeugosto.wordpress.com/2009/03/09/nanbei-temakeria/) e só lembro de ter visto garçonetes usando bandanas, fato que me impossibilita de tecer comentários sobre a beleza – ou a falta de – dos garçons da temakeria.
Seguindo a tendência geral de Brasília, é humanamente impossível estacionar na quadra comercial, mas – por estar situada na Asa Norte – é com relativa facilidade que se consegue vaga nas entrequadras, residenciais ou em algum terreno-baldio-espaçoso-utilizado-como-estacionamento-irregular, com a sorte de que ainda é possível sair sem precisar molhar a mão de profissionais-autônomos-de-segurança que vigiam o seu carro para que você NÃO saia de lá sem pagar pelo serviço. E a temakeria não conta com serviço de manobrista.
O local é super espremidinho, pequenininho, estreitinho. Fato que ajuda a lotar o ambiente.
Para mim, tudo deixou a desejar um pouco: os temperos, a qualidade dos pratos, o cream cheese angustiamentemente doce, a falta de garçons bonitos e com presença, som ambiente, iluminação, cardápio, atendimento e a maquininha do VISA que não chega até a sua mesa.
Não volto e não recomendo.
Domingo é um dia deprimente. Principalmente quando está acabando. Para evitar uma constante agonia e a lembrança inevitável do que está por vir no dia seguinte pela manhã, nada melhor que sair com os amigos e comer. Ontem, dia da mulher e domingo, não foi diferente. Às 19h35 recebo a mensagem: “Nanbei, 110 norte. 20h30. formo?”. E lá fomos nós experimentar mais uma temakeria.
Fui o primeiro a chegar. O ambiente segue a mesma tendência de outras casas especializadas em Temakis: ar moderninho, limpo, com garçons e garçonetes usando bandanas. O lugar estava cheio e não havia mesas disponíveis (o que para mim pareceu um bom sinal, pois a casa deveria ser boa). Com apenas 3 minutos de espera um trio de amigos foi embora e consegui me sentar.
Confesso já estar um pouco cansado de temakerias e temakis - exagerei na quantidade de vezes que fui atrás dos benditos. Porém, ao analisar o cardápio, fiquei contente em saber que havia outras opções e pedi um camarão empanado para aguardar o restante da trupe.
Logo meus amigos foram chegando, e o camarão junto com eles. Porém, diferentemente dos meus amigos, fui comer o camarão que, estranhamente, não tinha tempero algum. Para completar, não chegou nenhum recipiente para colocarmos shoyo, o que teve que ser improvisado na própria vasilha do camarão.
Meu segundo pedido foi um sashimi de salmão de 15 peças, dividido com a Michelli. Junto com o sashimi, todos na mesa fizeram seus pedidos (após compartilharem 1 mísero cardápio entre 5 pessoas). A espera foi um pouco longa, porém estávamos entretidos e não nos importamos. Chegaram quase todos os pedidos, com exceção do temaki da Camila, que havia sido esquecido completamente.
O sashimi de salmão estava com cara de ter sido cortado no dia anterior, a textura não era de um peixe fresco e recém-cortado. Pedi uma porção de rolls hot philadelfia para tentar amenizar os pedidos anteriores. Mas, novamente, só decepção. O salmão que recheava o roll estava muito cozido, despedaçando, e a parte empanada, assim como o camarão, estava completamente sem tempero. O cream cheese, em todos os rolls e temakis pedidos na mesa, estavam adocicados.
Sim, foi uma experiência frustrante. Porém, para salvar a noite, atravessamos a rua e comi um crepe au chocolat, na creperia de próprio nome. Fui sem erro e fui feliz. Domingo terminado, vamos nos preparar para mais uma semana!


