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Certa vez, quando era criança, um de meus melhores amigos de infância, o Lucas, me contou da melhor pizza do mundo! “Isso mesmo, Gustavo, é a melhor pizza do mundo e é baratinha! Eu sempre como uns 6 pedaços porque peço duplo…”. Em minha cabeça fiquei imaginando como seria a tal pizza. Qual seria o tal gosto extraordinário da melhor pizza do mundo e o que a faria diferente.
Um dia, quando voltávamos da chácara do Lucas, o pai dele resolveu levar a criançada pra comer na Dom Bosco. Chegamos numa lojinha feinha na 107 sul. De diferente do resto da quadra era só aquele amontoado de pessoas. Tinha de tudo: paletós, minissaias, tênis, havaianas…
No balcão diversas pizzas chegavam para ser imediatamente fatiadas e servidas a uma pequena multidão. Logo novas estavam sendo servidas e todos ficavam satisfeitos.
“Tio, acho que vou querer uma de calabreza…” falei.
“Que isso, Gustavo! Só tem um sabor: de queijo com molho de tomate. Prova, que você vai gostar! E pega pedaço duplo porque você vai querer mais…” me disse o Lucas, o guia da experiência gastronômica.
“Tá bom… Vou querer o pedaço duplo e um caçulinha, tio.”
E foi assim que conheci a Dom Bosco. Dois pedaços de pizza bem quentes formando um sanduíche em uma mão e uma garrafa de guaraná caçulinha na outra. O queijo escorreu, queimei a boca, fiz lambança. Me diverti bastante com o Lucas e seus irmãos e saí satisfeito.
Tá certo que no fim das contas não achei que fosse a melhor pizza do mundo. Mas pra mim ela sempre será lembrada como a melhor pizza do mundo para o meu melhor amigo de infância.
PS: a pizzaria Dom Bosco está comemorando 50 anos este ano, assim como a capital. Ela já está aqui em Brasília desde muito antes desses que chegaram para saquear nossa cidade, como temos visto nos recentes escândalos da política local. Vamos comemorar o cinquentenário de Brasília e trabalhar para exercer nossa cidadania conscientemente. Tenho certeza de que se fizermos nosso dever de casa, esses maus tempos passarão. E nesses novos tempos, sem as decepções de hoje, os brasilienses que ainda chegarão poderão comer a “melhor pizza do mundo”.
Parabéns, Pizzaria Dom Bosco! Parabéns, Brasília!

Confesso ser um grande fã da grande metrópole brasileira: São Paulo. Vez ou outra me pego sentindo saudades da grande diversidade cultural e gastronômica que aquela cidade oferece. Não, não sou um chato que adora São Paulo e menospreza Brasília. Gosto muito de Brasília e acho um lugar muito agradável para se morar. Porém, apesar de estar contente com a crescente melhora da oferta brasiliense, ainda não podemos competir com a presteza e o dinamismo que observamos na capital paulistana.
Nesse final de semana tive o prazer de ir mais uma vez à casa de pizza Valentina Pizzaria, na 214 norte, lugar que me faz sentir um gostinho de São Paulo, desde o atendimento eficiente até o sabor da pizza.
A casa tem um ambiente interno e outro externo – com um importantíssimo detalhe para pessoas que não gostam de cigarros: o ambiente externo está dividido entre ambiente fumante e não-fumante, deixando ambos os tipos de pessoas mais à vontade. A decoração do restaurante foi muito bem pensada. Podemos acompanhar, atrás de um grande balcão, a elaboração das pizzas. No salão interno da casa podemos ver ainda uma adega climatizada que traz um charme ao ambiente, além de assegurar a boa temperatura dos vinhos.

O atendimento foi bem eficiente. Assim que nos sentamos nos foi entregue o cardápio, juntamente com a carta de vinhos – um ponto positivo, pois, geralmente, temos que pedir aos garçons pela carta de vinhos. Eu sempre gosto de olhar os vinhos oferecidos pela casa, preços, mesmo que eu não vá tomar no dia, para que eu possa saber se o local apresenta uma boa diversidade e preços razoáveis para se apreciar uma taça ou outra de vez em quando.
Depois de escolhida, a pizza chegou a nossa mesa em menos de 15 minutos! Considero um recorde na história das pizzarias brasiliense. Mais rápido que isso só nas pizzarias Molho de Tomate e Dom Bosco, onde as pizzas ficam prontas na vitrine.

Fizemos um pedido bastante comum, mesmo que a oferta de pizzas fosse bastante diversificada: a pizza pedida era metade calabresa tradicional (que não tinha queijo) e metade portuguesa. O sabor da pizza era sublime! A abundância dos ingredientes, muito bem selecionados, juntamente com o bom azeite disponível na mesa, trouxe uma ótima combinação.
A relação custo-benefício foi boa. Mesmo que o preço da pizza não seja dos mais baratos (a conta deu quase 40 reais pra duas pessoas, sem bebida alcoólica), o serviço, o ambiente e o delicioso sabor da pizza fazem da Valentina Pizzaria classificar-se para DELICIEM-SE com louvor. Nada como um bom atendimento!
Quando pequeno eu adorava o fim de semana. Nossa, depois de uma semana cansativa de escola e… bem, apenas escola (com seus desenhos e brincadeiras no parquinho) eu precisava de um tempo só para mim!
Pois bem, eu tinha uma rotina bem preparada. Gostava de acordar bem cedo e começar minha bateria de programas de fim de semana, na TV. Era a seqüência Telecurso 2000, “Globo Rural” e “Pequenas Empresas Grandes Negócios” – adorava a apresentadora desse último, ela era muito bacana! Em determinada época, eu assistia até o “Pesca e Companhia” e o “Siga bem, Caminhoneiro”. E após isso, era uma maratona de desenhos. Era “Get Along Gang”, “Punky, a levada da breca!” e “Muppet Babies”. Mais tarde um pouco, minha família ia pro clube ou pro Parque da Cidade. Tinha almoço fora, tinha Shopping…
As noites de domingo eram sempre reservadas pra Igreja. Me lembro que não gostava de ir… Preferia ficar em casa, fazendo nada, ou vendo TV (ou seja, fazendo nada!). Mas minha mãe nunca deixou que minhas súplicas me impedissem de ir ao culto. Na verdade, acho que eu nem pedia pra não ir. Era mais uma questão pessoal, mesmo, que eu não compartilhava com os outros.
O fato é que, após o culto, o fim de semana tinha acabado! E os dias voltariam ao normal – o que não era nada ruim, pra uma criança de 6 ou 7 anos, pra falar a verdade. Mas ir pra casa depois do culto, me deixava meio melancólico. Eu não gostava da sensação de o tempo estar passando, e era isso mesmo que as últimas horas do domingo representavam pra mim. Domingo é um dia diferente… One of a kind!
E a salvação pras últimas horas do meu fim de semana era quando meu pai perguntava pro resto da prole: Que tal passarmos no Bruno’s?
É nessa situação que apresento a vocês nosso novo restaurante “Deliciem-se!”: Bruno’s Pizza!

O Bruno’s Pizza (ou simplesmente Bruno’s, para os íntimos) é uma pizzaria situada na comercial entre a Octogonal 4 e 5. Está no mesmo lugar há mais de 20 anos. Alguns garçons trabalham lá desde o início. É um local normal, como outro qualquer: bem família, conhecido e freqüentado pelos moradores das Octogonais.
A decoração da casa é simples, mas tem um diferencial que é irresistível pras crianças: o balcão em que a pizza é preparada fica atrás de um painel de vidro, estando sempre à vista dos clientes. Podemos ver o pizzaiolo abrindo a massa e preparando a pizza, com todos os seus ingredientes. É um momento mágico pra quem vê…
Mas, o que diferencia uma pizzaria, dentre tantas que existem na cidade?
Pra falar a verdade, não há nada de especial, além do fato de a pizza ser muito gostosa! Eu adoro a pizza de lá, com seus recheios generosos.
O cardápio é muito variado, mas eu sou fiel a poucos sabores: calabresa, portuguesa e veneto (esta última, com lombinho e catupiry). Ah, e a sobremesa é a de banana, sempre.
Nos 18 anos em que freqüento essa pizzaria, nunca me decepcionei. Nem uma vez.
Os seus saborosos pedaços de pizza sempre me confortaram para enfrentar mais uma semana!

Talvez sejam os azulejos, talvez o forno a lenha, talvez o vinho bem servido. Mas o fato é único: a Santa Pizza é divina.
Trocadilhos à parte, essa agradável pizzaria, localizada na 207 sul, trouxe muita felicidade a uma sexta-feira chuvosa quando fui comer uma despretenciosa pizza com vinho. O restaurante é ambientado com uma luz forte o suficiente para lermos o cardápio e baixa o suficiente para não incomodar os olhos e criar um clima mais intimista. Além disso, os detalhes dos belos azulejos no chão e do forno a lenha a mostra ajudam a compor um ambiente prazeroso de se estar.
O cardápio traz informações dos ingredientes que são usados em suas pizzas, ressaltando a boa qualidade e procedência dos mesmos. Um dos fatos que chama atenção é que a casa produz seu próprio tomate seco, alegando que não encontraram em Brasília algum com qualidade aceitável para a exigência do restaurante. Ao ler essas ressalvas, pensei: “eles têm que ser bons no que fazem para poder justificar as duras críticas aos produtos brasilienses”. E eles são.
As opções de pizza são muito variadas - porém, sempre bastante condizentes com o que se propõe: fazer pizza. Diferentemente do que encontramos em algumas casas (já vi pizza de cheddar com barbecue!!). Apesar do preço ser salgado (a pizza individual não sai por menos de R$22, podendo chegar até a faixa dos R$30), o serviço a e qualidade da massa e dos ingredientes é impecável. E deixo avisado aos pouco famintos: a porção individual é bastante generosa. Se você quiser provar a deliciosa pizza de banana que eles servem na sobremesa, recomendo dividir uma pizza com outra pessoa.

Pedi um vinho italiano, da região de Abruzzo (a infortúnia região que sofreu abalos sísmicos semana passada), da uva Montepulciano. O garçon trouxe as taças, as águas pedidas, abriu a garrafa, que chegou diretamente da adega climatizada, e, com os cuidados merecidos, procedeu com a degustação e o serviu muito bem. O vinho é bastante saboroso e o preço acessível, por volta de 30 reais a garrafa.
Já com minha taça de vinho na mão, fui escolher qual seria a minha pizza. Porém, algo me chamou muito a atenção: o calzone. Desde a minha infância eu tenho um fascínio com calzones. Quem teve a brilhante idéia de fechar a pizza?! A massa fica crocante por fora e o calor se conserva por muito mais tempo. O calzone da Santa Pizza contém presunto de parma, ricota, tomates secos e rúcula (se houver qualquer confusão nos ingredientes, sintam-se livres para me corrigir, a minha memória não está das melhores). O calzone estava sublime: a massa crocante, o azeite delicioso, o recheio estava muito bem escolhido e o tempero era ótimo!
Com certeza volto e recomendo! Quando temos casas que têm um bom serviço e uma qualidade de comida desse nível em Brasília temos que aplaudir de pé! Clap! Clap! Clap!
Tentando encontrar o lugar ideal para se fazer uma reunião de aniversário onde se pudesse comer bem pensei de cara em um restaurante de comida mexicana. Lembrei que nem todo mundo é tão disposto a aproveitar os prazeres gastronômicos de outras culturas. Por quê as pessoas precisam ser tão fechadas aos sabores incomuns?
Meu espírito democrático me levou a optar por um lugar na já consolidada e imbatível tríade pizzaria-creperia-steakhouse. Pois bem, escolhi a pizzaria. Lembrei de uma recomendação de um conhecido que disse que uma, bem em frente à Pizza a Beça, nova na época, era bem agradável e oferecia pizzas bem feitas e muito gostosas. Fiz a reserva.
É engraçado ver como a concorrência pode ser tão explícita e também boa para o consumidor! Exemplo claro do que se aprende nas aulas de economia. Mesmo sendo exatamente em frente à outra, consegue oferecer um bom preço para o rodízio (R$16,90), um bom serviço, pizzas deliciosas e refrigerante com refil (ter qualidade e diferencial para não perder fregueses-lição 37).
Desde o momento da reserva fui muito bem atendida, quando, ao pedir um lugar menos barulhento, a moça com boa disposição me indicou o piso superior. No alto, o ambiente com as janelas fechadas e o ar condicionado permite que se consiga ouvir a voz das pessoas sem ter que usar a voz acima do limite não nocivo de decibéis.
Consegui reunir meus amigos queridos, ter uma ótima noite com eles e comer uma boa pizza. Quer coisa melhor? E viva a trivialidade bem feita!


O local escolhido para minha estreia no Blog é a Pizzaria Molho de Tomate, na comercial da 403 Sul.
Receita simples e eficaz: fatia de pizza a 1 real e estabelecimento aberto das 10h às 5h. Com essa combinação simples, a pizzaria se tornou a melhor opção para matar a fome depois das baladas na Corte.
A pizza não impressiona em suas qualidades gastronômicas, mas cumpre o que promete: há sempre uma nova fornada quentinha saindo do forno para matar a fome.
O ambiente também é acolhedor. Tá bom, na verdade há apenas um balcão com um monte de gente amontoada para conseguir seu pedaço de pizza. Mas a aparência é bem melhor que a de sua concorrente direta, a Dom Bosco.
Contam pontos positivos o fato de a lanchonete ser bem freqüentada, mesmo de madrugada. Fato raro em Brasília. Explico-me: nessa cidade após a meia noite, somente vemos sujeitos mal-encarados ou mulheres descabeladas falando coisas desconexas vagando pelas ruas. A população de bem está entre quatro paredes – casa, restaurantes, boates ou motel.
É isso. Molho de Tomate, uma ótima opção pra matar a fome de madrugada.

