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Nessa semana é oficial: dia 21 de junho, às 11h28, entramos no inverno! Mesmo que a cidade já esteja em clima de inverno desde o começo desse mês com essa onda de frio que faz com que seja cada dia mais difícil sair de baixo das cobertas.

Além de dormir, nós do Em Gula temos uma outra arte que é maravilhosa e combina muitíssimo com o inverno: comer! Vamos dar algumas dicas aqui do que comer pra se aquecer um pouco mais em nossa cidade gélida.

Um lugar que fizemos a crítica recentemente e que cai muito bem nesse inverno é o Café Savana. É claro que um café, um chocolate quente ou um capuccino vai bem nesse clima friozinho, mas o que eu tenho pra recomendar do Savana são as sopas e cremes que eles servem na panhoca (aquele pão italiano redondo, com a casca bem dura). Vocês que ainda não conhecem, não sabem o que estão perdendo! Cada dia tem uma sopa ou creme diferente e os pãezinhos de batata que eles servem junto com manteiga são maravilhosos!

Outros cafés que vocês podem se aquecer nesse inverno são o Martinica e o Café A Capella, ambos já falados aqui. Um outro lugarzinho que eu me esquentei esses dias, tomando um cappuccino em uma charmosa caneca azul, acompanhado de uma boa torta de frango, foi o Cobogó, na 704/5 norte (perto da Esquina Mineira). Se você estiver passando por perto, vale a pena dar uma conferida. Ele fica em uma loja de artigos de design que fogem um pouco do lugar comum que vemos em Brasília (mesmo a loja tendo a cara de Brasília!).

E os fondues?! Tenho uma ótima recomendação para os apaixonados: o Chez Fondue na 407 sul. Ambiente super intimista, oferece um ótimo fondue com uma deliciosa batata rösti e ótimos vinhos para acompanhar. Eu já vi no cardápio que eles oferecem raclette e, se for no padrão do fondue deles, acredito que deva ser muito boa. Uma ótima sugestão para o inverno.

Outra ótima opção para o frio são as noites do Panelinha. Eles têm um ótimo sistema de aquecimento com brasas, temperadas com canela, exalando um delicioso aroma, para complementar seus ótimos e fartos pratos. Finalmente, encerro o post recomendando um vinho no Rayuela, melhor ainda se for naqueles sofazinhos do andar de cima se vocês conseguirem reservar.

Espero que vocês aproveitem o inverno para degustar todas essas oportunidades quentes de Brasília!

Ahhh, la France! Um dos países que mais foi agraciado com as dádivas dos deuses em suas maravilhas gastronômicas. Apesar de ter descoberto ontem pelo Rodrigo Leitão (blog Gourmet Brasília) e pelo Michel Elias (coordenador do curso de gastronomia do IESB) que a maior parte das técnicas e serviços franceses foram copiados, acredito que foi uma das melhores cópias já feitas na história gastronômica do mundo! Ah! Se eu pudesse e meu dinheiro desse, eu comeria pelo menos uma vez por semana em um restaurante francês. Mas, como a situação do meu bolso e dos cardápios dos restaurantes desse tipo não estão muito compatíveis, a gente se contenta com o de vez em quando.

Todo ano, no meu aniversário, saio para almoçar ou jantar em algum lugar especial. Nesse ano não foi diferente: fui ao Toujours Bistrot, na 405 sul, no horário do almoço. Já tinha comido o cassoulet de lá uma vez e adorei! De todos que já comi, só perde pro que a minha mãe faz.

A decoração do restaurante tem inspiração na Provence francesa, com aqueles móveis brancos, pátinas, toalhas quadriculadas verdes e vasos com lavanda, em um ambiente com uma boa iluminação natural e duas fontes de água que parecem trazer uma calma ao ambiente.

O serviço foi bastante prestativo, com garçons disponíveis o tempo todo e a presença do maître por todo salão pareceu coordenar muito bem a atuação dos mesmos.

Mas, vamos ao que interessa: a comida!  Conversei com o gerente da casa, o Benildo, que me trouxe umas informações importantes sobre os ingredientes usados nos pratos. Os pães de campanha do couvert, por exemplo, são comprados na Boulangerie e, acompanhando os pães veio um terrine delicioso (cuja base é de lombo de porco, bacon e fígado de frango). Foi uma entrada maravilhosa para acompanhar um sauvignon blanc chileno que pedimos.

Como prato principal, mesmo depois de muita dúvida e indagação, eu não resisti e pedi o confit de canard (que nada mais é que a coxa e sobrecoxa do pato, escrito em francês) que vinha com o molho da própria banha do pato, que fica confinado por 4 horas para apurar o sabor. O confit veio deitado em uma cama de maravilhosas batatas salteadas na manteiga! A batata fica molhadinha com o molho do pato… Delícia! A apresentação de todos pratos que já comi lá era impecável, como deve ser na cozinha francesa.

De sobremesa, como não podia deixar de ser em um restaurante francês, pedi o crème brûlée que tanto adoro. Toda vez que como não consigo não lembrar que um dos prazeres da vida para a Amélie Poulin era quebrar o açúcar cristalizado que vem por cima da sobremesa!

O Toujours definitivamente vai pro “Deliciem-se”! Aliás, fica aqui essa super dica pro dia dos namorados, mas sejam precavidos e façam reservas antes (o telefone de lá é o 3242-7067)!

Um belo dia estava passeando pelo fim da Asa Norte, buscando um lugar pra comer antes de ir pro cursinho. Na comercial da 316 norte, ia de bloco em bloco buscando algum lugar que me acolhesse e me desse apenas alguns minutinhos de tranqüilidade antes das três horas e meia de direito civil que me aguardavam. E lá fui eu, entrando nos locais mais ermos do fim dessa asa norte, em busca de algum conforto. Na minha primeira tentativa me aventurei numa padaria. Nas prateleiras não havia nada, apenas coxinhas frias, guaranás quentes. Próximo bloco. Do lado de trás outra lanchonete com um mundo de mesas vazias. Entrei pra olhar e vi os olhos do dono, atrás do balcão, se encherem de esperanças. A mesma coisa. Salgados frios, que seriam esquentados no microondas quando eu fosse comer. Saí da lanchonete me sentindo desolado. Perto de mim passavam pessoas estranhas e oprimidas… Ouvi um gato miando bem de longe. No canto da comercial havia uma mulher descabelada, moradora de rua, que levava seus pertences em um carrinho de supermercado. Olhou bem em meus olhos e disse, quase gritando: “Devolva-me! Quero meu gatinho de volta! Você sabe do que estou falando!”

gatinho

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Senti medo e fugi. Nesse momento me senti mal. Estava sozinho, com medo, com fome. E havia três horas de prescrição, decadência e afins a me esperar. Foi nesse momento que ouvi uma música ao fundo me dizendo: “Instead of feeling sad, be glad! There’s someone who loves you!” Eu conhecia aquela voz, era a Madeleine Peyroux! Fui ver de onde vinha aquela música que me chamava. Ao dar a volta no bloco, encontrei um garçom que estava arrumando a decoração externa. Arrumando as gaiolas, colocando as frutas e os pratos na mesa…

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Era um restaurante chamado Panelinha. Nas proximidades da loja havia um jardim muito bonito. Pedi o cardápio para ver e me agradou. Havia vinhos a preços acessíveis, panelinhas de carne de sol, de frutos do mar… Mas estava com pressa agora! Afinal, o tempo urge, e tinha de me apressar pro tão temido direito civil.

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Voltei na mesma semana e descobri um ótimo restaurante. Comi uma carne de sol muito gostosa, com arroz, mandioca cozida, vinagrete e farofa. A música estava perfeita. O ambiente é muito acolhedor! Como estava frio, havia pequenos fogareiros com brasas ao lado das mesas. É bom encontrar lugares especiais, né?

Panelinha: comida boa, música boa e segurança para os perigos da vida. Eu recomendo!

BacoNapoletana

Há muito freqüento a pizzaria Baco na Asa Norte, ali na 309, no bloco mais de baixo, em frente à pracinha. A pizzaria faz uma das melhores pizzas de Brasília e a carta de vinhos apresenta vinhos acessíveis ao bolso. E já tem algum tempo que eu tenho ouvido falar na tal da Baco Pizza Napoletana, porém, nunca tinha tido a oportunidade de ir ao local.

Pois bem. Hoje, sexta-feira, um dia bonito, estava com vontade de almoçar algo bem gostoso. Entrei no Quero Comer para ver se tinha alguma promoção interessante e me deparei com o Baco Pizza Napoletana, onde você escolhia o primeiro e segundo prato e ainda tinha direito a escolher uma sobremesa tudo por R$24,20. E lá fui eu conhecer a casa, na 206 sul.

O restaurante é pequeno, não deve comportar 50 pessoas. O pé direito é baixo, o chão de cimento queimado, a parede com pátina, tudo bem rústico, dando um toque de sul da Itália. Logo que entrei notei um salão bem barulhento (pois era pequeno e estava cheio – bom sinal!) e um pouco desorganizado, o que me fazia lembrar um pouco mais a Itália. E não, essa memória não é um elogio. As confusões dos italianos não são muito divertidas depois de uma semana.

Uma das grandes vantagens da casa, e que eles chamam atenção, é  a possibilidade de pedir pequenos pratos para degustar mais de um por refeição. São mini-porções de massas ou carnes que custam em torno de R$13,00, das quais pode-se comer 2 ou 3 porções, dependendo da fome. Mais do que isso só se for muito glutão.

Logo que me sentei, pedi uma taça de vinho branco e fui escolher os meus primo e secondo piati. Para primeiro prato, escolhi o pappardelle com polpetines. O molho era muito bom, a massa estava com um ótimo ponto e os polpetines (ou mini-almôndegas) estavam bem preparados, com recheio de queijo.  Porém, não me chamou muito a atenção. Estava bom. Ponto.

O segundo prato que pedi foi o filé à parmigiana com nhoque de batatas. Tal qual o primeiro prato estava bom. Mas nada especial. O filé à parmigiana do Beirute dá de dez! Finalmente, pedi a sobremesa – morango com chantilly. Acho que foi a melhor parte do almoço. O chantilly era muito bom e eles colocaram um pouco de alecrim por cima do creme. Ficou muito boa a combinação. (A imagem não é da sobremesa do restaurante – roubei no flickr.)

MorangoChantilly

No final das contas, acredito que a idéia é muito interessante, porém achei um pouco salgado para um almoço promocional: R$24,20 + R$10,50 da taça de vinho + 10%  = R$38,17. Pelo mesmo preço pode-se comer muito bem em outros lugares de Brasília.

A casa é interessante, mas talvez valha mais a pena ir ao jantar e experimentar uns 4 tipos diferentes de prato com outra pessoa acompanhando.

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Talvez sejam os azulejos, talvez o forno a lenha, talvez o vinho bem servido. Mas o fato é único: a Santa Pizza é divina.

Trocadilhos à parte, essa agradável pizzaria, localizada na 207 sul, trouxe muita felicidade a uma sexta-feira chuvosa quando fui comer uma despretenciosa pizza com vinho. O restaurante é ambientado com uma luz forte o suficiente para lermos o cardápio e baixa o suficiente para não incomodar os olhos e criar um clima mais intimista. Além disso, os detalhes dos belos azulejos no chão e do forno a lenha a mostra ajudam a compor um ambiente prazeroso de se estar.

O cardápio traz informações dos ingredientes que são usados em suas pizzas, ressaltando a boa qualidade e procedência dos mesmos. Um dos fatos que chama atenção é que a casa produz seu próprio tomate seco, alegando que não encontraram em Brasília algum com qualidade aceitável para a exigência do restaurante. Ao ler essas ressalvas, pensei: “eles têm que ser bons no que fazem para poder justificar as duras críticas aos produtos brasilienses”. E eles são.

As opções de pizza são muito variadas - porém, sempre bastante condizentes com o que se propõe: fazer pizza. Diferentemente do que encontramos em algumas casas (já vi pizza de cheddar com barbecue!!). Apesar do preço ser salgado (a pizza individual não sai por menos de R$22, podendo chegar até a faixa dos R$30), o serviço a e qualidade da massa e dos ingredientes é impecável. E deixo avisado aos pouco famintos: a porção individual é bastante generosa. Se você quiser provar a deliciosa pizza de banana que eles servem na sobremesa, recomendo dividir uma pizza com outra pessoa.

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Pedi um vinho italiano, da região de Abruzzo (a infortúnia região que sofreu abalos sísmicos semana passada), da uva Montepulciano. O garçon trouxe as taças, as águas pedidas, abriu a garrafa, que chegou diretamente da adega climatizada, e, com os cuidados merecidos, procedeu com a degustação e o serviu muito bem. O vinho é bastante saboroso e o preço acessível, por volta de 30 reais a garrafa.

Já com minha taça de vinho na mão, fui escolher qual seria a minha pizza. Porém, algo me chamou muito a atenção: o calzone. Desde a minha infância eu tenho um fascínio com calzones. Quem teve a brilhante idéia de fechar a pizza?! A massa fica crocante por fora e o calor se conserva por muito mais tempo. O calzone da Santa Pizza contém presunto de parma, ricota, tomates secos e rúcula (se houver qualquer confusão nos ingredientes, sintam-se livres para me corrigir, a minha memória não está das melhores). O calzone estava sublime: a massa crocante, o azeite delicioso, o recheio estava muito bem escolhido e o tempero era ótimo!

Com certeza volto e recomendo! Quando temos casas que têm um bom serviço e uma qualidade de comida desse nível em Brasília temos que aplaudir de pé! Clap! Clap! Clap!

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